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O “Jipão” desgovernado!

“Coisas e Causos de Foz”

Na década de 1960, o M’Boicy, por meio da “própria usina termoelétrica”, distribuía energia para toda a Foz do Iguaçu. Tínhamos luz até às 22h. Exatamente neste horário, era desligada a geringonça mais barulhenta da qual se tem notícia.

Tinha o desconforto do corte da energia. Por outro lado, vinha o silêncio total, acompanhado da escuridão.

Lembro que tínhamos um Petromax à querosene e uma gigantesca bateria, que “seo” Tomaz Ribeiro tinha fabricado, com 8 polos!

Era engatado a um cabo em dois polos e alimentava um “bico de luz” de 25 ou 40watt.

Numa madrugada dessas, de silêncio total e pouca luminosidade, ouviu-se um estrondo. Parecia que alguém tinha detonado alguma bomba ou algo parecido.

Após o estrondo.. silêncio total!

Depois de alguns minutos, começaram os gritos e os choros. Os vizinhos, em sua maioria, saíram à rua para ver o que tinha acontecido. Os gritos vinham da nossa direita, onde era até uns dias atrás a Procuradoria, em frente ao Muffato do M’Boicy.

Mas naquela época era a Casa Leli, do Darci Rouver, onde funcionava um armazém de ferragens e armarinhos.

Tinha uma janela lateral, uma janela frontal e três portas. Duas na frente e outra, ao lado. Lembro como se fosse hoje!

O traçado da Jorge Schimmelpfeng era pouca coisa diferenciado do traçado atual. A avenida tinha uma pista só e a curva, à direita, era feita quase em frente à loja, onde existia uma rampa natural de terra com alguma grama.

O estrondo? Pensa!

Foi causado por um “jipe” que veio à toda velocidade pela avenida. O condutor não conseguiu fazer a curva e… foi reto. Com o auxílio da rampa, “voou” em direção à janela da loja. E mais: entrou na loja com tudo. Ficou só a parte traseira do veículo pra fora. Imagina a cena!!

Lembro que o motorista era o irmão do Osires Santos, conhecido como Blasco, e estava acompanhado, se não me engano, do Tobias, filho do Dr. Ney.

No fim das contas, o acidente rendeu conversa por um bom tempo!

(Andrés Cândia)

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