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Ministério Público forma equipe para investigar execução de jornalista na fronteira

O jornalista foi assassinado com 12 tiros (Foto: Facebook)

A Procuradoria Geral da República do Paraguai designou uma equipe de promotores que se juntarão ao trabalho de intervenção do agente Marco Amarilla para investigar o ataque ao jornalista Leo Veras, proprietário do “Porã News”, um dos principais jornais policiais da fronteira do Brasil com o Paraguai.

A equipe será composta pelos agentes Alicia Sapriza e Marcelo Pecci (Combate ao Crime Organizado); da Unidade Anti-seqüestro, Federico Delfino, e de Assuntos Internacionais, Manuel Doldán, que se juntarão à equipe da Polícia Nacional.

Leo Veras estava na própria casa, em Pedro Juan Caballero, quando duas pessoas encapuzadas e fortemente armadas invadiram o imóvel e dispararam contra ele. Embora tenha sido socorrido, ele não resistiu e morreu minutos depois. O jornalista vinha recebendo ameaças de bandidos há anos e andava com seguranças.

Léo Veras era paraguaio e tinha cidadania brasileira. Em 2013, até a ABI (Associação Brasileira de Imprensa) repercutiu denúncias do profissional. Na época, Léo Veras chegou a receber em seu celular mensagens de texto que diziam que ele era o primeiro de uma “lista negra” de pessoas que seriam assassinadas na região.

As mensagens seriam uma retaliação contra a publicação de matérias detalhando o trabalho de autoridades que investigam o narcotráfico. Naquele ano, a polícia paraguaia informou que Veras era a quinta pessoa a receber ameaças do mesmo número de celular. “Vou continuar fazendo o meu trabalho como eu faço todos os dias. Não existe ameaça que me impossibilite. Não vou me trancar em casa por causa disso”, disse ele para a ABI.

Mais recentemente, conforme o Sindjor-MS (Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Mato Grosso do Sul), Veras teria dado um depoimento para uma reportagem especial da Rede Record sobre a violência na fronteira. Em nota, o sindicato lamentou a morte do profissional e se disse solidário com a família, amigos e colegas. “Mais uma vítima dos ataques contra os trabalhadores da comunicação, nestes tristes tempos de cerceamento da liberdade de expressão, Léo Veras merece mais do que condolências”, diz o sindicato.

O Sindjor-MS também cobrou uma investigação severa sobre o caso, bem como o sindicato que representa a categoria no Paraguai. “A dor e a raiva nos invadem novamente diante do décimo nono colega assassinado no nosso país. Vemos que mais uma vez os grupos criminosos tentam apagar a voz dos jornalistas através das balas e da violência, perante a cumplicidade de um estado totalmente dominado pela máfia e pela narcopolítica”, registrou a entidade do país vizinho.

Leia mais: http://blogdonelio.com.br/ministerio-publico-forma-equipe-de-investigacao-para-apurar-execucao-de-jornalista-na-fronteira/

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