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Braço forte… ou sorte?

“Coisas e Causos de Foz”

(Imagem: Pixabay)

No final dos anos 1960, começo de 1970, a Avenida das Cataratas já estava aberta, duplicada em seu novo traçado. A duplicação começava na frente da então “Distribuidora Antárctica”.

A Jorge Schimmelpfeng, no sentido bairro-centro, continuava com pista simples (a da esquerda), onde a circulação era em mão dupla.

A outra pista, a da direita, ainda não estava asfaltada. O trecho entre a General Meira e o Mitre já tinha sido aberto por tratores e patrolas, mas faltava o asfalto e isso gerava um transtorno danado.

Nessa época, tinha uma família que morava no alto da Jorge Schimmelpfeng, subindo do lado esquerdo, de sobrenome Petter’s.

“Seo” Lauro Petter’s tinha um caminhão antigo, não saberia dizer se era Ford ou Chevrolet, que era usado para fazer pequenos carretos.

Num belo dia ele vinha carregado de tijolos, seguramente da Olaria do Lemanski. Passou pela “estrada velha” e depois pela Avenida Iguaçu, até entrar na Avenida das Cataratas. Nesse trecho, de descida, como estava carregado, era preciso reduzir a velocidade.

Ele até tentou, mas… na altura da Casa Santa Terezinha, do “seo” Paulo Wandscheer, percebeu que estava sem freios. Aí virou um pandemônio!

Ele buzinou, acendeu os faróis, gritou pela janela do caminhão e o escambau à quatro!

“Seo” Lauro consegui “fazer” a primeira curva, justamente neste local. E o caminhão seguiu desgovernado, à toda velocidade e… carregado com tijolos!  

Ao passar pela Casa Leli vinha o próximo desafio: a curva do início da Jorge Schimmelpfeng!

Percebendo que não iria conseguiria fazer a tal curva, ele entrou na faixa da direita e acabou invadindo a Usina.  Saiu ileso, mas o caminhão foi danificado.

Até hoje não sei se ele era muito bom motorista ou se teve muita sorte porque… o camarada descer tudo aquilo ali, com o caminhão carregado, sem tombar, sem machucar ninguém e sair tranqüilo, sem nenhum arranhão?… Pensa!!!!

Ah.. ele ainda “entrou” na usina, pela porta central, sem danificar a estrutura do prédio.

É uma história assim… sem complicações adjuntas e sem efeitos colaterais.

(Andrés Cândia)

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