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Argentina suspende temporariamente passeios nas Cataratas do Iguaçu por causa da baixa vazão do rio

A vazão do Rio Iguaçu no começo da manhã desta sexta-feira (6), era de 452 mil litros de água por segundo. Por medidas de segurança, de acordo com o site LaVozDeCataratas, a concessionária que administra os passeios náuticos do lado argentino das Cataratas do Iguaçu, suspendeu as atividades temporariamente.

No fim da tarde, às 17h, a vazão chegou a 446 mil litros por segundo, quando o normal é 1,5 milhão de litros por segundo.

A vazão do rio Iguaçu. (Imagem do site da Copel)

Macuco Safari está operando normalmente nesta sexta-feira

Já do lado brasileiro, a Assessoria de Imprensa do Macuco Safari, empresa que realiza os passeios de barco do lado brasileiro, informou, por meio de nota, que a baixa vazão do rio exige mais cuidado, mas ainda não impede a realização dos passeios de barco.

De acordo com a nota, a empresa, concessionária do Parque Nacional do Iguaçu, que há 33 anos opera atrativos turísticos dentro da unidade de conservação, continuou navegando normalmente até o final da tarde desta sexta-feira (6).

A Assessoria também divulgou que as embarcações utilizadas nos passeios brasileiros foram projetadas para navegar em ambientes como o rio Iguaçu, onde se verifica a presença de corredeiras e alterações no volume de água. O Macuco Safari, de acordo com a nota, adotou um sistema de alerta, monitora os passeios e mantém barcos de apoio em pontos estratégicos do rio, para garantir a segurança dos usuários.

Rafting suspenso

Por medida de segurança, a empresa optou por suspender temporariamente a prática nas corredeiras do rio Iguaçu. Não houve saída nesta sexta-feira. A equipe de instrutores permaneceu à postos, porém, diante das condições adversas do rio, foi dispensada no início da tarde.

Um guia de turismo que prefere não se identificar disse que na região das Cataratas do Iguaçu, o rio chega a ter 2.700 metros de largura e que 75% dos saltos, ficam do lado Argentino.

A visão das quedas para quem olha para o lado brasileiro. (Foto:Gentileza)

Quem visita as cataratas do lado de cá, tem a visão da Argentina e vice-versa. “Se o turista olhar para as nossas quedas, na passarela, percebe que está baixo, mas a imagem ainda é bonita. Porém, quem olha para o outro lado, o Argentino, sente que está faltando água e isso é triste”, disse.

As cataratas do lado argentino (Foto: Gentileza)

Cris Loose

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