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Policiais rodoviários de SP são presos por suspeita de integrar organização criminosa de contrabando de cigarros

(Foto: SSP-SP/Polícia Militar)

Segundo confissão, mais de 100 policiais fazem parte de quadrilha. Secretaria se Segurança de São Paulo afirma que investiga e que “não compactua com qualquer desvio de conduta de seus agentes”.

O Ministério Público de São Paulo investiga uma organização criminosa dentro da Polícia Rodoviária do estado. Seis policiais foram presos e confessaram que recebiam propina para deixar de apreender o contrabando de cigarro vindo do Paraguai.

Os policiais também afirmaram que chegaram a escoltar os caminhões com as cargas para driblar a fiscalização.

O sargento Hamilton Cardoso de Almeida confessou na Justiça Militar, durante interrogatório, que intermediava o contato entre os contrabandistas e os policiais paulistas. “A minha função na organização era só receber o dinheiro e repassar para os demais policiais envolvidos, e estes tinham a função de repassar aos demais policiais.”

De acordo com a investigação, alguns policiais recebiam cerca de R$ 5 mil por mês e outros recebiam por serviços pontuais. O sargento afirmou que mais de 100 policiais fazem parte do esquema de contrabando.

Ainda de acordo com a confissão, a quadrilha tinha uma divisão de tarefas e quem tinha acesso ao sistema de inteligência informava local, dia e horário das fiscalizações.

A investigação começou em 2018, depois que o sargento Hamilton teve o celular apreendido em uma operação da Polícia Federal.

Um cabo que trabalhava como motorista do sargento confessou que recebia propina para ajudar os contrabandistas. “Eles queriam que eu monitorasse a base, visse se alguma viatura estava na região para que eles passassem pela fiscalização.”

Thomás Oliver Lamster, promotor responsável pelo caso, investiga se há participação de policiais de outros estados e se há ramificações do esquema em órgãos federais.

“Pelo o que a gente verificou e está apurando, provavelmente, há o envolvimento de policiais federais e também agentes da Receita”, afirma o promotor de Justiça do Ministério Público do Estado.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que a Polícia Militar investiga o caso desde 2017, o que permitiu a prisão de seis policiais e que o possível envolvimento de outras no esquema está sendo apurado.

Leia mais: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2020/03/03/policiais-rodoviarios-de-sp-sao-presos-por-envolvimento-em-contrabando-de-cigarros.ghtml

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