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‘Fiquem em casa’: o desabafo da médica que tratou 1º paciente morto pelo novo coronavírus no Brasil

Infectologista que acompanhou primeira morte confirmada por coronavírus dá orientação às pessoas.

A infectologista Carla Guerra faz um apelo. “Estamos muito preocupados. Reforcem as medidas de proteção e se cuidem”, diz em tom de desabafo, durante entrevista à BBC News Brasil, no início da tarde desta terça-feira (17/03).

O pedido é feito pela profissional após acompanhar por seis dias o caso do primeiro brasileiro que teve a morte confirmada em razão do novo coronavírus.

O paciente de 62 anos, que não teve a identidade divulgada, tinha diabetes e hipertensão. Ele começou a sentir os sintomas da Covid-19, doença causada pelo vírus, em 10 de março. O homem procurou atendimento médico, os sintomas pioraram e ele morreu dias depois.

Após a morte e diante dos outros quatro falecimentos suspeitos de relação com o novo coronavírus, Guerra faz um alerta. “A única forma de se prevenir dessa epidemia é que todo mundo fique em casa. É importante permanecer em casa, sem nenhum encontro social”, desabafa a infectologista. “Peçam para as empresas fazerem home office. Poupem os idosos de exposições”, declara Guerra.

Diante da pandemia, diversos países têm orientado que as pessoas evitem aglomeração, adotem hábitos de higiene para evitar a propagação do vírus e recorram ao distanciamento social, para que se mantenham a cerca de dois metros de distância entre si.

De acordo com o G1, as Secretarias Estaduais de saúde contabilizam 328 infectados por coronavírus em 17 estados e no DF. Último balanço oficial do Ministério da Saúde aponta 290. 

Leia mais: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2020/03/17/fiquem-em-casa-o-desabafo-da-medica-que-tratou-1o-paciente-morto-pelo-novo-coronavirus-no-brasil.ghtml

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