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Produção de álcool gel caseiro traz riscos e confronta legislação

(Foto: Pixabay)

Uso do álcool líquido em alta concentração aumenta chance de acidentes.

A produção caseira do álcool gel é arriscada e contraria a legislação brasileira, avalia o Conselho Federal de Química (CFQ). Com o surto de coronavírus e a falta do antisséptico em diversas farmácias ou supermercados do país, têm circulado pela internet receitas caseiras para produção de álcool gel a partir do álcool líquido concentrado.

De acordo com a entidade, o uso do álcool líquido em elevadas concentrações aumenta o risco de acidentes que podem provocar incêndios, queimaduras de grau elevado e irritação da pele e mucosas.

Além disso, a venda de álcool líquido em concentrações superiores a 54°GL (Gay-Lussac) é proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde 2013, que considerou os riscos oferecidos à saúde pública decorrentes de acidentes por queimadura e ingestão. Para soluções com graduação acima de 54°GL, a norma permite a forma em gel.

De acordo com o CFQ, o álcool em gel, por ser considerado antisséptico, é eficaz no combate e na prevenção ao novo coronavírus e sua indicação é pautada em medidas de prevenção ao contágio de doenças respiratórias.

Os produtos químicos usados para desinfecção são chamados germicidas (desinfetantes ou antissépticos).

Os desinfetantes devem ser usados em superfícies e objetos inanimados. Já os antissépticos são aplicados em tecidos vivos como pele e mucosas e, por isso, sua composição deve ser pensada de modo a não causar irritação.

Leia mais: https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2020-03/producao-de-alcool-gel-caseiro-traz-riscos-e-confronta-legislacao

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