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“Colar de luzes” foi visto novamente no céu, na noite deste sábado (11)

(Foto: Pixabay)

Astrônomo do Vale do Itajaí explicou o fenômeno.

O fenômeno ocorreu a partir das 18h52min e foi visto a olho nu por cerca de 50 minutos em vários pontos do país.

De acordo com o diretor do Observatório Astronômico de Brusque, Silvino de Souza, os satélites do projeto Starlink — que compõem esse “colar” de luzes no céu — são equipamentos da empresa SpaceX, dos Estados Unidos, e fazem parte de uma cadeia de distribuição de internet banda larga e sistemas de GPS.

Silvino explicou ao NSCTotal que cada vez mais essas luzes serão visíveis. Isso porque milhares desses satélites estão sendo lançados, o que vai aumentar o tamanho desses cordões de pontos luminosos que podem ser vistos a olho nu, em noites como neste sábado (11), sem nuvens e com tempo seco.

“A tendência é de que a gente veja cada vez mais essas luzes, já que à medida que eles vão lançando essa constelação de satélites, a linha luminosa vai aumentando”, explicou Silvino que disse também que “os pontos luminosos que vemos nada mais são do que os satélites refletindo a luz solar. Como eles têm os painéis abertos, a luz antes do sol nascer ou quando o sol se põe bate e reflete pra gente”.

Satélites atrapalham observações astronômicas

O Canaltech, informou, no fim de janeiro deste ano, que tinha sido lançado mais um lote com 60 satélites Starlink. De acordo com a publicação, a empresa de Elon Musk tinha 240 satélites devidamente posicionados, de um total que poderá chegar a 42 mil unidades. A companhia já é a maior operadora privada de satélites do mundo.

O objetivo do projeto Starlink é oferecer conexão de alta velocidade a qualquer ponto do planeta, incluindo áreas remotas e isoladas — isso quando a constelação estiver pronta para tal. Mas Musk já prevê que uma quantidade mínima inicial será capaz de iniciar a oferta de conectividade para algumas regiões dos Estados Unidos e do Canadá ainda neste ano, quando os seis primeiros lotes estiverem devidamente lançados — para iniciar um serviço global, será preciso realizar pelo menos 24 lançamentos.

Mas, enquanto Musk comemora o andamento do projeto, a comunidade astronômica segue preocupada. É que, já desde os primeiros envios, os satélites Starlink começaram a atrapalhar observações espaciais feitas a partir de telescópios terrestres, devido à sua reflexividade. A luz do sol refletida nos objetos prejudica observações do céu noturno.

Por isso, Musk decidiu testar um revestimento escuro em alguns satélites do lançamento anterior, para ver se essa seria uma solução ao problema que causou — mas ainda não divulgou os resultados das análises, que, pelo visto, seguem em andamento. Enquanto isso, continua lançando satélites, em vez de interromper o programa até que a solução à questão da reflexividade seja, de fato, entregue.

De acordo com o Canaltech, Patrick Seitzer, da Universidade de Michigan, alerta que, caso o problema continue, as consequências em observações astronômicas envolvem coisas como pixels saturados e “conversas” cruzadas entre pixels e imagens fantasmas — e isso pode gerar retrabalho aos observadores e até mesmo resultados incorretos.

Leia mais: https://www.nsctotal.com.br/noticias/luzes-estranhas-que-chamaram-a-atencao-no-ceu-de-sc-serao-vistas-novamente-neste-sabado

Leia mais: https://canaltech.com.br/espaco/mais-60-satelites-starlink-sao-lancados-e-astronomos-seguem-preocupados-159680/

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