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Portos clandestinos abastecem mercado informal de Cidade do Leste durante a pandemia

(Foto: Edgar Medina/Gentileza)

De acordo com o setor avícola 20 portos clandestinos, às margens do rio Paraná, são usados para a entrada irregular de produtos no Paraguai.

Carne de galinha congelada, lingüiças, ovos e outros produtos de origem brasileira, expostos ao ar livre, são vendidos tranquilamente nas proximidades do  Mercado de Abasto, em Cidade do Leste.

Os controles realizados pelas patrulhas militares da Prefeitura Naval de Cidade do Leste e da Alfândega na fronteira não são suficientes para barrar a ação dos contrabandistas, conforme indica o  representante da Associação de Avicultores do Paraguai (Avipar)  em Alto Paraná, Rodrigo Alderete.

A mesma situação é confirmada pelo advogado Édgar Cuevas, que atua na área de combate ao contrabando da União Industrial do Paraguai. Para ele, as instituições de controle ou investigação não intervêm nos carregamentos de contrabando no território paraguaio.

(Foto: Edgar Medina/Gentileza)

Para os representantes das diferentes associações,  haveria cumplicidade de funcionários aduaneiros, militares da marinha e também de outras instituições, como o Serviço Nacional de Qualidade e Saúde de Plantas e Sementes (Senave) e o Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Animal (Senacsa), responsáveis ​​pelo controle do tráfego de mercadorias.

Diante da dúvida sobre o trabalho realizado pelos funcionários aduaneiros, o administrador alfandegário de Cidade do Leste,  Nelson Fleitas, afirmou que propôs aos representantes das associações de produtores, que nomeassem um funcionário para acompanhar os controles alfandegários na área primária da Ponte da Amizade. Porém ninguém teria sido enviado para realizar a tarefa.

(Foto: Edgar Medina/Gentileza)

Fleitas afirmou que em 13 de maio foi realizada uma reunião com a Unidade Interinstitucional de Prevenção, Combate e Repressão do Contrabando (UIC) e com os produtores, na qual foi proposto o referido mecanismo de controle, mas não houve resposta.

O capitão Walter Díaz, comandante da Prefeitura Naval de Cidade do Leste, também sustenta que diariamente são realizadas apreensões de contrabando no rio, a maioria em portos clandestinos.

“Temos um problema com o Brasil, que não restringe a presença de pescadores do lado brasileiro e essas embarcações também são potencialmente responsáveis ​​pela passagem de mercadorias e pessoas, mas não podemos fazer nada porque eles do lado brasileiro”, afirmou.

De acordo com os dados do setor avícola, o contrabando continua atingindo o setor, com a perda de 2 milhões de quilos de alimentos por mês.

Leia mais: https://www.ultimahora.com/hay-20-puntos-clandestinos-utilizados-contrabando-n2886440.html

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