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Como o cultivo ilegal de maconha está destruindo a mata atlântica no Paraguai

(Imagem: Reprodução)

Uma equipe jornalística da Mongabay Latam e do La Nación percorreu quatro áreas protegidas da Mata Atlântica na região leste do Paraguai, uma das florestas mais diversas e biologicamente ricas do mundo. Os jornalistas verificaram como a natureza vem sendo destruída pelo plantio de maconha, de grãos e pela extração irregular de madeira.

O especial “A Maldição da Mata Atlântica” foi dividido em cinco reportagens especiais e mostra a expansão das plantações de maconha, o abandono estatal e o medo daqueles que precisam lidar com os traficantes de drogas e de madeira.

Área devastada

Cerca de 1.214.306 de hectares da Mata Atlântica do Alto Paraná (BAAPA) foram desmatados entre 2001 e 2018, de acordo com o sistema de satélite Global Forest Watch. As plantações de maconha e de grãos e a extração ilegal de madeira são as principais atividades que destroem as áreas protegidas da região leste do Paraguai

“Aqui é necessária a participação de mais instituições estatais, porque estamos combatendo uma associação criminosa. É um sistema de crime organizado que trabalha com madeira, carvão e maconha ”, explica o promotor Osvaldo García, da Unidade Antidrogas de Caaguazú.

Os guardas florestais estimam que pelo menos 2.350 hectares são usados atualmente para o cultivo de maconha nas reservas e parques de Mbaracayú, San Rafael, Morombí e Caazapá, que compõem a Mata Atlântica do Alto Paraná (BAAPA), protegida desde 2004 pela lei ambiental.

Embora a legislação proíba o corte de árvores nativas, a destruição de territórios naturais não parou. Segundo dados da organização ambiental WWF, apenas esses quatro parques perderam 9.107 hectares desde que esse regulamento entrou em vigor.

Além disso, de acordo com dados da Global Forest Watch, a região de influência da Mata Atlântica, que abrange 10 dos 14 departamentos da região leste, perde em média 49.000 hectares por ano.

Guardas florestais são ameaçados por traficantes de drogas e de madeira, e as autoridades reconhecem que estão sobrecarregadas. Para o vice-promotor do Meio Ambiente do Ministério Público, Augusto Salas, o ideal seria a instalação de destacamentos militares na região, já que as organizações criminosas atraem cada vez mais gente, como se fosse uma indústria”.

Leia mais: https://www.lanacion.com.py/maldicionbosquespy/2020/05/25/asi-se-deforesta-el-bosque-atlantico/

Leia mais: https://es.mongabay.com/2020/05/paraguay-marihuana-en-el-bosque-atlantico-adelanto-video/

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