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Mais uma do Chula!

Coisas & Causos de Foz!

O Nadir é um dos gráficos mais antigos da cidade. Ele fazia de tudo numa gráfica, com o Côco Grignet e com o Querosene.

Depois começou a trabalhar pra ele mesmo, como autônomo. Confeccionava carimbos e imprimia folhetos de propaganda na casa dele mesmo, até se aposentar.

Lembrei de muitos amigos agora. Alguns já se foram e outros continuam por aqui. Entre eles estão o Adriano Anhasco, o Jimenez, o Aguirra, o Mancha, o Ari Pandorga, o Jorge Rouver, o Querosene, o Beno Shwingel, o Peninha, o Jovite e tantos outros que no momento não lembro!

O Chula é um baita parceiro e sempre foi amigo de todo mundo.

E ele perdeu um desses parceiros, creio que um dos mais queridos: o Jimenez. Era sogro do nosso amigo Alcides Penayo, o “Cavaju”. A filha de “Cavaju”, Norma, ajudou a cuidar do Jimenez.

Jimenez foi velado no cemitério São João Batista. Na época a segunda capela tinha sido recém inaugurada. Durante o velório, à noite, chegou o Chula para se despedir do velho amigo.

Ele entrou na capela apinhada de gente e foi pedindo licença aos parentes que estavam em volta do caixão. Fez a sua oração e silêncio, com a mão em cima do peito do Jimenez. Aí… falou:

– “Ô Jimenez, a Norma te maquiou muito bem. Fez um trabalho perfeito, nem parece você!!”

Nisso um rapaz que estava próximo e ouviu o Nadir exclamar, colocou a mão no ombro dele, e bem educadamente disse:

– “A pessoa que o senhor está procurando, deve estar na outra capela. Essa aí é minha mãe!”.

Andres Cândia

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