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Estudo aponta falhas em projeto de implantação de linhas de transmissão de energia no Paraná

Torres que passarão por 27 municípios vão cruzar a Área de Proteção Ambiental (APA), ao custo de R$ 2 bilhões; pesquisadores afirmam que impacto pode chegar ao equivalente a 655 campos de futebol.

Um estudo feito por pesquisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e outros profissionais apontou falhas no projeto de implantação de linhas de transmissão de energia elétrica na Área de Proteção Ambiental (APA) da Escarpa Devoniana, entre os Campos Gerais e a Região de Curitiba.

O trabalho foi feito a pedido do Observatório de Justiça e Conservação, e será encaminhado ao Ministério Público do Paraná (MPPR). O grupo analisou o estudo de impacto ambiental apresentado pela Engie, multinacional francesa.

Em 2017, a empresa venceu a licitação para instalar linhas de transmissão de energia que vão cruzar 27 municípios do Paraná, em uma extensão de mil quilômetros. A energia vai reforçar o Sistema Interligado Nacional (SIN), que abastece o país.

São dois trechos: um de Ivaiporã a Ponta Grossa, e outro de Ponta Grossa a Campo largo, passando pela Escarpa Devoniana – protegia por leis de preservação ambiental. As linhas vão passar por trechos urbanos e rurais.

As obras de instalação já começaram. A previsão é de que o trabalho seja concluído em setembro de 2021, ao custo de R$ 2 bilhões.

No estudo, os técnicos afirmaram que a empresa não divulgou a localização exata por onde as torres vão passar e que a instalação vai causar fortes impactos em um dos poucos trechos preservados de floresta de araucárias e campos nativos ainda preservados.

Leia mais: https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2020/07/03/estudo-aponta-falhas-em-projeto-de-implantacao-de-linhas-de-transmissao-de-energia-na-escarpa-devoniana.ghtml

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