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Após 6 anos, mãe de policial sequestrado acredita que ele se uniu ao EPP, no Paraguai

Já faz 6 anos, neste domingo (5), que o sargento da Polícia Nacional, Edelio Morínigo, de 31 anos, foi sequestrado pelo Exército do Povo Paraguaio (EPP). A mãe dele acredita que ele se uniu ao grupo criminoso e exige que as autoridades forneçam informações sobre o caso.

Obdulia Florenciano, mãe do policial Edelio Morínigo, disse ao Ultima Hora que acredita que o filho se juntou ao grupo criminoso, pois está com eles há 6 anos.

“Ele está nas mãos deles, o que eles querem que ele faça, ele não tem outra escolha. Meu filho agora ele está sob o comando dos ‘epepistas’, ele faz parte deles, cercado por armas, por bombas, acho que se ele está vivo e juntou-se a eles “, disse ela.

Ela lamentou que após tanto tempo não tenha recebido nenhuma informação sobre Edelio, seja do Ministério Público, da Polícia Nacional ou da Força-Tarefa Conjunta (FTC).

“Não há nada sobre ele, não há informações sobre meu filho, entramos no mato duas vezes porque tínhamos informações de que o corpo dele estaria lá. Não sei mais o que dizer; se meu filho está vivo, acho que ele iria comunique-se conosco, mas nunca se comunicou e não há notícias dele”, lamentou.

Ele lembrou que a única prova de vida foi o vídeo divulgado pelo grupo criminoso em outubro de 2014 e um artigo que foi entregue a ela pelas autoridades.

Manifestação

A família de Edelio irá para Assunção nessa segunda-feira (6) para exigir informações. O objetivo é realizar uma mobilização em frente à Procuradoria Geral do Estado, exigindo justiça pelo sequestro de Edelio.

“Por pressão, talvez nos atendam. Até agora, não fizeram nada, não tenho notícias. Não sei se, por sermos pobres, as pessoas não dão importância à nossa situação. Há uma desigualdade total”, disse Obdulia Florenciano.

Ele também disse ao Última Hora, que solicitará uma audiência com o Presidente da República, Mario Abdo Benítez.

“Se ele (Edelio) estiver vivo, se estiver me lendo, como mãe, prometo que nunca deixarei seu caso impune, que nunca o esqueceremos, que continuaremos lutando e que o amamos muito”, afirmou.

O que diz a Força Tarefa

O tenente-coronel Luis Apesteguía, porta-voz da Força-Tarefa Conjunta (FTC), disse ao Última Hora que o serviço de inteligência está sempre trabalhando para procurar Morínigo. “Há muita informação que não posso compartilhar, mas continuamos trabalhando”, afirmou.

Apesteguía também afirmou que, de acordo com as informações, Edelio Morínigo ainda está vivo.

O caso

O policial teria sido sequestrado em 5 de julho de 2014 pelos membros do Exército Popular do Paraguai (EPP), na fazenda Macchi Cué, próximo a Concepción. No dia, ele estava de folga.

Nunca foi pedido resgate, mas o EPP fez, de acordo com o Última Hora, uma tentativa de troca, em outubro do mesmo ano, de seis membros do grupo criminoso que estavam na prisão.

Edèlio está à esquerda. (Imagem: Reprodução Youtube)

A proposta não foi aceita pelo governo da época e, no dia 18 do mesmo mês, uma prova de vida, um vídeo com Edelio, foi divulgado. No vídeo ele apareceu na companhia do também sequestrado, Arlan Fick.

A última confirmação de que Edelio ainda estava vivo que a família obteve, foi em 26 de dezembro de 2014, um dia após o jovem Arlan Fick, filho de agricultores brasileiros que vivem no Paraguai, ser libertado pelo grupo criminoso. Fick garantiu que o sargento ainda estava vivo, pois estavam juntos nos últimos dias de cativeiro.

Em abril de 2018, membros da Força-Tarefa Conjunta (FTC) encontraram anotações que supostamente foram deixadas pelos membros do EPP, que falavam da morte do policial, mas morte nunca foi confirmada pelas autoridades.

Por Mary Glezcu

Leia mais: https://www.ultimahora.com/a-seis-anos-del-secuestro-edelio-su-madre-cree-que-se-unio-al-epp-n2893133.html


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