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MP abre investigação preliminar sobre compra de remédio sem eficácia comprovada contra a Covid-19, em Paranaguá

Município gastou R$ 3 milhões na compra de ivermectina e distribuiu o medicamento aos moradores. Promotoria questiona critérios técnicos.

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) abriu uma investigação preliminar sobre a dispensa de licitação para a compra de R$ 3 milhões, por parte da Prefeitura de Paranaguá, no litoral do Paraná, de um medicamento sem eficácia comprovada contra a Covid-19.

Na sexta-feira (17), a prefeitura começou a distribuir ivermectina aos moradores. Conforme o município, pelo menos duas mil pessoas retiraram o remédio até o sábado (18). Foram compradas 80 mil doses.

Paranaguá tem 1.619 casos da doença e 30 mortes, segundo a Sesa.

A promotora Camila Adami Martins quer que o município esclareça os critérios usados para a compra.

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), não existem estudos conclusivos que comprovem o uso desse medicamento para o tratamento da Covid-19, bem como não existem estudos que refutem esse uso.

Na divulgação da campanha, a prefeitura informa que a ação da ivermectina contra a Covid-19 apresentou resultados favoráveis e comprovados em laboratório.

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) disse que não recomenda o uso da ivermectina. As sociedades brasileira e paranaense de infectologia também afirmam que a ciência ainda não comprovou que o remédio é eficaz contra o novo coronavírus.

Leia mais: https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2020/07/20/mp-abre-investigacao-preliminar-sobre-compra-de-remedio-sem-eficacia-comprovada-contra-a-covid-19-em-paranagua.ghtml

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