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Janis Joplin da Silva Sauro de Araújo, a nossa “gorda”

(Fotos: Arquivo Pessoal)

A Janis chegou até nós aos 3 meses em formato de uma bolinha peluda. Eu completava 35 e ela veio iluminar as nossas vidas. Logo de cara, ao entrar no apartamento… fez questão de marcar o território dela. Em pouco tempo, já ocupava o próprio espaço na nossa cama. E assim ela nos ensinou a dividir, a cuidar e a dar e receber mais amor.

Entre as brigas com o reflexo no vidro do fogão, os choramingos quando a gente saía, as dezenas de cartas e contas (colocadas por baixo da porta) transformadas em papel picado, ela deixou milhões de lembranças boas.

Era ela que determinava quem entrava ou saía de casa e também a responsável por fazer o visitante se sentir acolhido. Colava em quem bem entendia e negava colo quando queria.

Recebeu a Luna, a caçula, com desconfiança, mas mesmo sem demonstrar, ela tinha muito amor pra dar.

Nos deu esse amor por 15 anos e seis dias. Já vinha doentinha há algum tempo, mas fez questão de, guerreira como sempre, aguentar o quanto deu.

Ontem (26) ela partiu. Descansou. Parou de tossir e não vai mais ter convulsões. E ela, que nos deu tanto de tudo, sempre em abundância, não está mais aqui pra nos acordar de manhã, pra dar aquela lambidinha meiga de agradecimento, pra ficar latindo para a rua como se fosse um pit bull e nem pra nos observar com aqueles olhos de amêndoa.

Obrigada, Janis. Obrigada, gorda. Te amo pra sempre, filha.

Cris Loose – compartilhando sentimento.

2 comentários
  1. Rubens Pereira

    Que pena Cris !!! sei bem como é, depois que perdemos a Belinha não quis mais nenhum animal. Ela morreu no meu colo, já era velhinha mas é horrível a sensação. A gente se apega demais. Bjo minha irmã querida.

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