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Na fronteira, comunidade se une em oração pelas vítimas da explosão em Beirute

Após a explosão que deixou centenas de mortos e feridos em Beirute, capital do Líbano, a comunidade libanesa da fronteira se uniu em oração.

O sheik Oussama El Zahed, da Mesquita Omar Ibn Al-Khataab, de Foz do Iguaçu, disse que “a comunidade está em choque e que no momento, a postura sobre o que aconteceu em Beirute, é de profunda tristeza pela morte das vítimas inocentes, e de indignação extrema pela falta de responsabilidade necessária com o manuseio correto desses materiais perigosos que estariam depositados no armazém do porto”.

O empresário Arif Osman, que mora em Foz do Iguaçu, disse que a primeira impressão foi de espanto. “As imagens da explosão deixaram todos assustados e muito preocupados e rapidamente nós começamos a ligar para os amigos e parentes, buscando informações. São 15 hospitais ao redor de Beirute e estão todos lotados. Além disso, o país passa por uma crise econômica terrível mas, esperamos que os responsáveis pela explosão sejam punidos”, afirmou.

“Infelizmente, mais uma vez vamos ter que reconstruir o Líbano”, lamentou Arif.

O primo de Arif, Samir Jamel Osman, que nasceu em Foz do Iguaçu, mas hoje mora e trabalha há cerca de 7 quilômetros do local da explosão, na capital do Líbano, disse que tanto na empresa dele quanto na residência, a explosão foi sentida, mas houve poucos estragos. Por causa da poluição do ar, ele e a família decidiram sair de Beirute por alguns dias. Agora estão na cidade de Bahloul, vale do Bekhah , de onde a grande maioria de libaneses que hoje vivem em Foz vieram.

Nota do Governo Federal

Nesta terça-feira, o Governo Brasileiro emitiu uma nota, na qual se solidarizou com os libaneses:

“O governo brasileiro solidariza-se com o povo e o governo do Líbano pelas vítimas fatais e pelos feridos atingidos pelas graves explosões que tiveram lugar hoje no porto de Beirute. O Ministério das Relações Exteriores acompanha com atenção os acontecimentos na cidade e está pronto para prestar a assistência consular cabível. Não há, até o momento, notícia de cidadãos brasileiros mortos ou gravemente feridos. O Itamaraty seguirá acompanhando a situação por meio da Embaixada do Brasil em Beirute, em coordenação com a Divisão de Assistência Consular (DAC) em Brasília.”

O Itamaraty também informou que o telefone de plantão consular da Embaixada do Brasil em Beirute está disponível para informações sobre a situação dos brasileiros no Líbano pelo número +961 70108374.

Além disso, o núcleo de assistência a brasileiros do MRE em Brasília também está à disposição para informações, de segunda a sexta-feira, das 9h às 19h, pelos telefones +55 61 2030 8820/6756/6753 e pelo e-mail dac@itamaraty.gov.br.

Nos demais horários, poderá ser contatado o telefone do plantão consular da Secretaria de Assuntos de Soberania Nacional e Cidadania do Itamaraty pelo número +55 61 98197-2284.

Pelo Twitter, ainda ontem, o presidente Jair Bolsonaro também expressou solidariedade.

“Profundamente triste com as cenas da explosão em Beirute. O Brasil abriga a maior comunidade de libaneses do mundo e, deste modo, sentimos essa tragédia como se fosse em nosso território. Manifesto minha solidariedade às famílias das vítimas fatais e aos feridos”, escreveu.

Cris Loose

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