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Foz registra 40 novos casos de Covid-19

Média móvel de casos ativos de Covid-19, calculada pela Unila, mostra queda acentuada em Foz.

A Vigilância Epidemiológica de Foz do Iguaçu confirmou neste sábado (8), mais 40 casos de Covid-19, totalizando 3.757 casos da doença no município. Deste total, 3.495 pessoas já estão recuperadas.

Dos novos casos, 27 são mulheres e 13 homens com idades entre 6 meses e 93 anos. Uma pessoa está internada e as demais estão em isolamento domiciliar.

Dos casos confirmados ativos, 166 estão em isolamento domiciliar com sinais e sintomas leves e 59 pessoas estão internadas. O município contabiliza até hoje, 37 óbitos.

Média móvel de casos ativos de Covid-19 mostra queda acentuada em Foz, mas momento ainda requer atenção

(Imagem: AMN)

A média móvel de casos ativos de Covid-19 calculada por pesquisadores da UNILA mostra uma queda acentuada a partir do dia 20 de julho, saindo de 661 casos para 256, registrados em 6 de agosto.

“Tem ainda um tempo de fazer a lição de casa bem direitinho, mas, pelo menos, dá pra gente começar a sonhar”, comenta a infectologista e docente da UNILA, Flávia Trench. 

A professora Elaine Della Giustina Soares, que coordena o trabalho de elaboração dos gráficos, explica que os casos ativos são aqueles em acompanhamento pelos serviços de saúde – seja no hospital, seja em casa. “São aqueles que estão demandando serviços e é isso o que sobrecarregada o sistema”, diz. O tempo de cada caso ativo varia entre 4 e 10 dias, considerando-se o tempo para a percepção de sintomas, comunicação aos serviços de saúde, realização de exames. “Uma pessoa que esperou sete dias para comunicar os sintomas, vai ficar menos tempo ativo no sistema”, exemplifica. A vantagem da média móvel exponencial é a sua possibilidade de regularização.

Para Flávia, vários fatores colaboraram para “o milagre da curva”. Além do isolamento social, imposto pelo governo do Estado de 1º a 14 de julho, e os bloqueios localizados, ela aponta, principalmente, a sazonalidade do vírus e o esgotamento de suscetíveis – pessoas que ainda podem ser infectadas.

“Outra questão que eu acho que tem um peso interessante é o esgotamento dos suscetíveis. O último inquérito sorológico [de julho] apontou que 37% dos pesquisados haviam tido exposição ao vírus, mesmo sem desenvolver a doença. O vírus já não vai ter mais 100% da população disponível para saltar [de uma pessoa para outra] porque alguns já vão ter uma certa imunidade”, explica.

(Imagem: Unila)

Inquérito sorológico

O inquérito sorológico é realizado pela Prefeitura em parceria com um grupo de pesquisadores da UNILA que desenvolveu um teste com a metodologia Elisa. A próxima rodada de testes deve ser feita em até duas semanas.

O coordenador do trabalho, Kelvinson Viana, docente da UNILA, explica que a expectativa era que o índice dos que já tiveram contato com o vírus estivesse em 50%, mas os testes indicaram um leve aumento – em junho, o índice era de 35% e, em julho, 37%.

Isso pode indicar que a cidade pode ter adquirido a chamada imunidade de rebanho sem atingir 50% ou 60% de pessoas que já teriam entrado em contato com o vírus. Alguns estudos têm mostrado que a imunidade de rebanho pode ser conseguida com taxas de infecção entre 20% e 30%. Pode ser o caso de Foz, uma vez que o número de casos ativos está diminuindo, destaca Viana.

“Com o novo inquérito, nas próximas semanas, certamente vamos ter como verificar se é realmente isto que está acontecendo na cidade, associado ao acompanhamento dos casos ativos”, diz ele.

Flávia Trench lembra que ainda há muitas perguntas a serem respondidas a respeito da imunidade adquirida após contato com o coronavírus e por quanto tempo perdura esta imunidade.

“Tem alguns trabalhos que mostram queda de anticorpos depois de três meses, mas nos parece também que não existem grandes relatos de reinfecções precoces. Essa também é uma questão em aberto”, comenta e reforça: “Não dá para ir voltando ao normal por conta disso”, afirma a infectologista.

Ela ressalta que médicos e pesquisadores estão aprendendo sobre o vírus junto com a ocorrência da pandemia.

Para Flávia, o momento é de comemorar o “bom serviço”, sem baixar a guarda. A infectologista acredita que a UNILA e o município precisam sim pensar em parcerias com o Paraguai para o enfrentamento da doença no país vizinho.

Momento ainda exige cuidados

Para a população o recado é continuar a se cuidar, evitando contatos próximos, usar máscaras e adotar os rituais de higiene preconizados.

Com informações da AMN e do Portal UNILA

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