Brasil

Usina de Itaipu adere ao Setembro Amarelo e ilumina atrativos com as cores da campanha

Iluminação acontece em diferentes pontos da hidrelétrica. (Foto: Adenésio Zanella com edição de Alexandre Marchetti)

A partir desta quinta-feira (3), a usina de Itaipu vai iluminar alguns de seus atrativos, como o monumento da Unila, ao lado da Barreira, a fachada do Centro de Recepção de Visitantes (CRV), a concha acústica do Gramadão da Vila A e as calotas do Parque da Piracema com o tom do Setembro Amarelo. A cor é um simbolismo ao mês mundial de prevenção ao suicídio. A campanha permanece até o dia 30.

“A Itaipu é uma empresa responsável e reforça, por meio dessa iniciativa do Setembro Amarelo, o compromisso de alertar a população sobre doenças que devem ser levadas a sério, e a prevenção ao suicídio é muito importante”, diz o diretor-geral brasileiro da usina, general Joaquim Silva e Luna, que completa afirmando que “É preciso discutir valores e tratar as pessoas com respeito e carinho. Os voluntários do Centro de Valorização à Vida (CVV) estão de parabéns. São verdadeiros anjos da sociedade”.

A ideia é conscientizar as pessoas sobre a importância de se falar sobre o assunto e entender as questões que geram sofrimento, sabendo que é possível, sim, prevenir o suicídio.

“Não existe prevenção com tabu e estigma. A informação clara e objetiva é fundamental para a promoção da saúde mental”, diz Cristiane Penha da Silva Fraga Pimenta, da Diretoria Técnica da Itaipu, uma das voluntárias do CVV de Foz do Iguaçu.

Um suicídio a cada 45 minutos – Segundo o CVV, são registrados 32 suicídios no país por dia, o que representa uma morte a cada 45 minutos.

Para ajudar alguém que esteja passando por algum momento complicado,, o CVV orienta que as pessoas fiquem atentas ao isolamento, às mudanças marcantes de hábitos, à perda de interesse por atividades das quais gostava, ao descuido com aparência, a piora do desempenho na escola ou no trabalho, alterações no sono e no apetite e frases como “preferia estar morto” ou “quero desaparecer”. Tudo isso pode indicar que a pessoa precisa de ajuda.

Falar é essencial. Escutar também. E, se não estiver tudo bem, é preciso buscar ajuda. Segundo o CVV, o socorro pode vir de um amigo, parente, colega de trabalho ou escola, professor, ou alguém que esteja próximo a quem precisa.

Também é possível contar com os voluntários do CVV, que são treinados para conversar com pessoas que estejam passando por alguma dificuldade e que possam pensar em tirar sua vida.

Para conversar com um voluntário, basta ligar para o telefone 188, gratuito, que funciona 24 horas por dia. Também é possível mandar um e-mail ou falar pelo chat, que podem ser acessados pelo site www.cvv.org.br.

O CVV – O CVV é uma das ONGs mais antigas do país, fundada em São Paulo, em 1962. Hoje, cerca de 4 mil pessoas, em mais de 120 postos, prestam serviço voluntário e gratuito 24 horas por dia, nos 365 dias do ano, aos que querem e precisam conversar sobre seus sentimentos, dores e descobertas, dificuldades e alegrias.

De forma sigilosa e sem julgamentos, o voluntário do CVV busca ouvir aquele que liga com profundo respeito, aceitação, confiança e compreensão, valorizando a vida e, consequentemente, prevenindo o suicídio.

Após a implantação do telefone 188, por meio de acordo com o Ministério da Saúde, que garantiu isenção da tarifação telefônica, vem sendo registrados cerca de 3 milhões de atendimentos por ano.

Com informações da Itaipu Binacional

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