Paraguai

Sequestro do ex-vice-presidente do Paraguai e de um funcionário dele é atribuído ao EPP

O ex-vice-presidente desapareceu ontem (9) à tarde. Três panfletos foram encontrados pelos agentes da Força Tarefa Conjunta (FTC) na carroceria da caminhonete de Oscar Denis. (Foto: Reprodução/Twitter)

De acordo com as agentes da FTC, a linguagem dos bilhetes possui termos utilizados pelo Exército do Povo Paraguaio.

Em um dos bilhetes, o grupo denominado Brigada Indígena do EPP faz advertências a fazendeiros, administradores de fazendas, funcionários, produtores de soja e menonitas, acusados por eles de abusar das comunidades indígenas, afirmando que “não ficarão impunes”.

Beatriz Denis, uma das filhas do ex-vice-presidente, disse que na caminhonete do pai dela também foram encontrados o relógio e a aliança de Denis e um molho de chaves de Adélio Mendoza, funcionário da fazenda.

Ministério Público forma Força Tarefa para investigar o caso

O Ministério Público do Paraguai designou seis promotores para investigar o sequestro do ex-vice-presidente. A Procuradora geral, Sandra Quiñonez, disse que a equipe está trabalhando em conjunto com a Força Tarefa e com efetivos da Polícia Nacional.

O vice-presidente Hugo Velázquez disse, em entrevista 730 AM, que não descarta pedir ajuda internacional para combater os grupos armados.

O sequestro

Denis Sánchez e Mendoza desapareceram na tarde de quarta-feira (9) na região de Bella Vista Norte, no Departamento de Amambay, região norte do Paraguai. Os dois teriam sido abordados por homens armados que seguiram com a caminhonete por cerca de 7 quilômetros e abandonaram o veículo.

Óscar Denis Sánchez foi vice-presidente da República, nomeado pelo Congresso, após a destituição de Fernando Lugo. Na época, quem assumiu a presidência do país foi Federico Franco.

Adélio Mendoza tem 21 anos, é indígena da comunidade Pa’i Tavytera, e trabalhava na fazenda do ex-vice-presidente. Na manhã desta quinta-feira (10), o ABC Notícias informou que líderes nativos de 48 comunidades de Amambay deram um prazo de 24 horas para que Adelio Mendoza seja liberado pelos sequestradores. Eles afirmaram que não tem dinheiro para pagar resgate e que após o prazo determinado, vão iniciar as buscas.

Represália  

O seqüestro ocorreu a cerca de 30 quilômetros do local onde, na semana passada, após um confronto entre a FTC e o EPP, duas adolescentes de 11 anos morreram.

Para o poder Executivo, o sequestro é uma represália pelo que ocorreu no começo deste mês. Para o ministro do Interior, Euclides Acevedo, o sequestro não tem motivações econômicas e sim, políticas.

 

Abdo Benítez foi até a região acompanhar o caso. (Foto: IP)

O presidente da República, Mario Abdo Benítez, viajou até a região para acompanhar a situação.

Hoje (10), as filhas do ex-vice-presidente clamaram pela saúde do pai e pediram aos sequestradores Denis tenha acesso aos medicamentos que usa diariamente. Elas também falaram que estão abertas ao diálogo e que aguardam a comunicação das pessoas que levaram o político.

Com informações do Ultima Hora, ABC Notícias, 730 AM e da Agência IP

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