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Caminhões formam fila de quase 10 Km no Paraguai enquanto aguardam liberação para retornar ao Brasil

Nesta sexta-feira (11) a fila passou do quilômetro 9, na Ruta Internacional, no Paraguai. (Foto: Gentileza)

Mais uma vez, a ABTI, Associação Brasileira de Transportadores Internacionais, foi informada sobre a interminável fila de caminhões em lastre, ou vazios, no Paraguai. Os motoristas aguardam a liberação para retornar ao país pela Ponte da Amizade.

Ainda no início de agosto, após solicitação da ABTI, a Receita Federal adicionou mais um turno para a passagem dos veículos. No entanto, segundo a Associação, ainda estão ocorrendo atrasos nas liberações.

Para a Abti, o fato é preocupante já os motoristas estão expostos a mais riscos enquanto aguardam para cruzar a fronteira. Além disso, tem o prejuízo econômico provocado pelo tempo ocioso dos caminhões.

A Associação também informou que entrou em contato com a Receita Federal para buscar uma solução,  e que está solicitando a realização de uma força-tarefa para agilizar o cruzamento, evitando que os motoristas tenham que ficar parados nas filas.

Fila segue até o quilômetro 9, em Cidade do Leste

Um dos representantes do Sindicato dos Caminhoneiros do Paraguai, Ricardo Ruiz Bauman, disse que o problema foi provocado após a manifestação registrada sábado (5) em Cidade do Leste e também pelo feriado de segunda-feira (7) no Brasil. Os dois eventos teriam contribuído para a formação da fila.

Bauman disse também que nesta sexta-feira (11), a fila segue da cabeceira da Ponte até o quilômetro 9. Ontem ele participou de uma reunião na qual foi informado que a Polícia Caminera (equivalente à nossa Polícia Rodoviária) iria fazer cumprir a lei que proíbe as filas no acostamento e que as autoridades paraguaias estariam estudando a possibilidade de que os caminhões possam aguardar em uma área reservada e não mais às margens da rodovia.

Receita Federal afirma que liberações estão abaixo da capacidade

De acordo com a Receita Federal, o retorno de caminhões sem carga pode ser feito de segunda à sexta-feira, das 8h às 11h45, e das 13h às 16h30. Nos sábados, a passagem é feita das 9h30 às 13h15. A Receita também informou que a capacidade de liberação é de 420 caminhões por dia durante a semana, e de 210 caminhões aos sábados e que o Paraguai está enviando menos de 200 veículos por dia, ou seja, bem abaixo da capacidade instalada do lado brasileiro.

A receita disse que na terça-feira entraram 314 caminhões, na quarta foram apenas 170 e na quinta-feira, 272 e que, portanto, o problema é no lado Paraguaio.

Paraguai informa que libera de acordo com a velocidade dos trabalhos do lado brasileiro 

O chefe Regional da Dinatran, Direção Nacional de Transportes do Paraguai, Fausto Pereira, informou que os caminhões são liberados após seguir todos os protocolos sanitários e aduaneiros do Paraguai, de acordo com a velocidade com que a Receita Federal recebe os caminhões do lado brasileiro. “Geralmente há filas na Ponte da Amizade e nós não podemos liberar os veículos se não há lugar para eles”, afirmou. Pereira disse que para resolver o problema, seria ideal realizar uma reunião bilateral com todos os envolvidos no processo, para buscar uma solução definitiva. “Nós seguimos os horários que a Receita Federal do Brasil determina e liberamos a passagem conforme há espaço na Ponte da Amizade”, frisou.

Cris Loose

 

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