Paraguai

EPP faz exigências para liberar vítimas de sequestro no Paraguai

Beatriz Denis, filha do ex-vice-presidente do país, mostrou um bilhete que foi entregue à família com as exigências do grupo criminoso para liberar o político e o funcionário dele. (Foto: Ultima Hora/Reprodução)

Beatriz Denis, filha do ex-vice-presidente Óscar Denis, sequestrado na última quarta-feira pelo Exército do Povo Paraguaio (EPP), disse que a família aguarda que o funcionário do político, Adelio Mendoza, de 21 anos, sequestrado junto com ele, seja libertado pelo grupo armado.

“Disseram que assim que as exigência do EPP fossem tornadas públicas, que as forças de segurança deixassem a região, e que a medicação de Denis fosse deixada no local indicado pelos sequestradores, o jovem Mendoza seria liberado”, contou.

A medicação de Denis foi levada até o local determinado ainda nesta sexta-feira (11), mas até o começo da tarde deste sábado (12), não tinha sido retirada do local.

As exigências do EPP

Beatriz disse que os sequestradores enviaram uma assinatura em um pedaço de papel, que ela reconhece a do pai dela, e uma impressão digital, que ela presume ser dele. No entanto, ele garante que isso não é prova de vida.

“Pedimos uma prova de vida, um vídeo, uma conversa, algo que pelo menos nos dê uma certeza de que papai está vivo”, disse ela o jornal Ultima Hora.

O grupo, que também fez várias exigências. Uma delas era que as mesmas fossem veiculadas pelos meios de comunicação. A família divulgou a informação ontem (11) à noite, em uma coletiva.

O EPP também exigiu a distribuição de alimentos no valor de US$ 2 milhões às comunidades dos departamentos de San Pedro, Amambay, Concepción e Canindeyú, no prazo de 8 dias, a partir do momento do sequestro.

Beatriz Denis garantiu que não têm esse montante porque os fundos da família foram bloqueados. No entanto, disse que desde que souberam da exigência, entraram em contacto com amigos e estão tentando conseguir recursos para distribuir a alimentação.

“A quantia é muito alta mesmo, mas estamos lutando e vamos continuar, sempre fomos lutadores, sempre fomos gente trabalhadora, somos gente boa, nunca machucamos ninguém, não conseguimos entender o propósito disso, o motivo desse sequestro . Dizem que não são criminosos então, que provem e devolvam os dois vivos”, acrescentou.

O grupo criminoso também exigiu a liberdade de seus dirigentes Carmen Villalba e Alcides Oviedo Brítez, atualmente presos, no prazo de 72 horas. O prazo termina às 22h00 deste domingo (13).

“É apavorante, é terror, estou sem palavras”, disse Beatriz entre lágrimas, quando questionada sobre a ameaça de execução caso as exigências dos criminosos não sejam atendidas.

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Indígenas pretendem iniciar buscas

A mãe de Adélio espera que o filho seja solto ainda hoje. (Foto: Reprodução/Twitter)

Em entrevista, a mãe de Adélio disse que aguarda a liberação do filho. Líderes da comunidade informaram que mais de 600 famílias vivem no local e que não vão esperar mais para iniciar as buscas na mata.

Ajuda internacional

De acordo com o Última Hora, especialistas colombianos já chegaram ao Paraguai para colaborar com a Força Tarefa Conjunta (FTC) e com o Ministério Público na busca das vítimas.

Com informações do Última Hora, Telefuturo e Agência IP

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