Paraguai

Finalmente o governo paraguaio usa o silêncio como estratégia para resgatar os sequestrados

Apesar das críticas, o ministro Euclides Acevedo, nomeado porta-voz do governo diante dos novos sequestros, qualificou de “prudente e estratégico” o silêncio das autoridades durante os últimos dias, após o sequestro do ex-vice-presidente da República Óscar Denis e do funcionário dele, Adelio Mendoza. (Foto: Reprodução)

“A ordem presidencial é priorizar o resgate dos sequestrados com vida, então isso tem sido feito em coordenação com os familiares. Quando houver resultados, a imprensa será a primeira a saber. Temos a mesma raiva e ansiedade que vocês, disse Acevedo.

Buscas coordenadas com indígenas – O ministro do Interior afirmou que as buscas feitas pelos indígenas da comunidade Paĩ Tavyterã são realizadas com o apoio dos integrantes da Força Tarefa Conjunta, a FTC.

“No imaginário de muitas pessoas, existe uma espécie de descoordenação entre os indígenas e a FTC. No momento, tanto os indígenas quanto os membros das forças de segurança estão trabalhando juntos. Além do mais, o pai de Adelio inclusive,  vem participando das ações”, disse.

Prazos do EPP não interessam ao governo – Quanto à expiração do prazo em que o grupo criminoso do Exército do Povo Paraguaio (EPP) assegurou que executaria Óscar Denis, caso os dirigentes Carmen Villalba e Alcides Oviedo não fossem libertados,  Euclides Acevedo minimizou a situação. O grupo criminoso tinha dado um prazo até às 22h de domingo (13) para a troca dos presos pelas vítimas. 

“O Governo tem prazos e calendário de ação próprios. A lei e a Constituição não nos permitem outra coisa senão o exercício coercitivo do poder, de acordo com as leis, e isso não pode ser discutido ”, assegurou Acevedo.

O ministro do Interior, Euclides Acevedo, garantiu que a Constituição Nacional não permite ao Governo a libertação de presos e qualificou o pedido dos raptores como “impossível de cumprir”.

Insatisfação – Durante o último fim de semana, o Governo silenciou sobre as operações realizadas pela FTC. Cidadãos e setores políticos questionam o trabalho da FTC, cujos resultados contra o EPP não foram conclusivos desde a criação da Força Tarefa. 

Com informações do Última Hora

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