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Conheça Clair, A PINTORA!

(Fotos: arquivo pessoal)

Nesta semana eu compartilhei com alguns amigos, os contatos de uma profissional (sim, uma profissional) que atua no ramo da pintura. Como a indicação foi feita por alguém de confiança, eu assinei embaixo. Aí me perguntaram se a profissional que eu estava indicando era boa e… eu não soube responder. Disse apenas que era de confiança mas fiquei curiosa e quis saber mais sobre a Clair.

Ao ver as fotos e os vídeos dos trabalhos dela e ao conversar com ela, descobri que a moça tem na bagagem uma história muito bacana.  Aliás… tem muita gente com histórias sensacionais por aí. Mas, voltemos a Clair.

Clair Veiga de Oliveira nasceu em Foz do Iguaçu e hoje, após 8 anos de casamento, depois de uma separação e de voltar para a casa da mãe, ela vive sozinha em uma kitinete. A pintora terminou o ensino médio, mas a vontade de aprender não acaba nunca. Tanto que ela está terminando um curso de bombeiro civil e já engatou um outro curso para aprender a manobrar máquinas pesadas. Isso mesmo: retroescavadeira, motoniveladora e outras.

Apesar disso, é a pintura que garante hoje o sustento desta profissional. É com o trabalho pesado, no meio de uma obra, que ela banca as próprias despesas e ainda ajuda a mãe, que não tem trabalho fixo e ainda não se aposentou.

O começo

Clair sempre foi de trabalhar. Ela conta que começou pegando no pesado, cuidando dos jardins dos vizinhos na Vila Iolanda, aqui em Foz, bairro onde cresceu. Aos 16 anos, começou a acompanhar o tio, pintor, ao trabalho dele. Só que a menina não quis ficar apenas olhando, não.

Ela começou a aprender a mexer com o rolo, com os pincéis e desempenadeiras e, aos 18 anos, encarou o primeiro desafio profissional como pintora. Sozinha, ela pintou vários quartos de uma pousada aqui de Foz. E não deu outra… hoje ela garante que domina os pincéis, utiliza várias técnicas, sabe fazer todos os detalhes e também a corrigir algum erro que eventualmente possa ocorrer.

Ser mulher até ajuda

Clair é detalhista ao extremo e faz questão de deixar isso bem claro. Afinal, como ela mesma fala, “sou virginiana, sabe como é, né?”

“Quando sabem que eu sou mulher e trabalho com isso, parece que a aceitação é melhor ainda porque eu acho que as mulheres são mais detalhistas e cuidadosas. Por todas as obras e imóveis por onde já passei, sempre recebi muitos elogios. Nunca recebi uma reclamação”, conta.

Clair também diz que sempre foi muito respeitada como profissional. Como ela não costuma trabalhar sozinha, tem um auxiliar a quem está ensinando as técnicas da profissão.

“Geralmente eu chamo homens para trabalharem comigo porque conheço mais homens nessa área. Tenho um colega que é pedreiro e, como ele é bom no que faz, eu o indico e ele me indica. É comum isso”, afirma.

Empreendedora

Clair trabalhava com carteira assinada em uma empresa que prestava serviços em obras, mas acabou sendo desligada da firma  durante a pandemia. Para se manter, fez os próprios banners, cartões de visita e camisetas e passou a divulgar o trabalho dela. Deu certo.

“Hoje a maioria das pessoas me procura por indicação de alguém e isso está me ajudando muito”, diz a moça, que sonha em abrir a própria empresa no ramo de construção, formar uma boa equipe de trabalho, continuar atuando na área e conquistar a casa própria.

E se der tudo certo, Clair também pensa em cursar arquitetura ou engenharia civil, áreas que tem tudo a ver com o que ela mais gosta de fazer: dar vida aos imóveis por onde ela passa.

Cris Loose

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