Paraguai

Sequestro de ex-vice-presidente do Paraguai completa 15 dias

Familiares imploram aos membros do EPP por um canal de comunicação para negociar a libertação do político. (Foto: Reprodução/Twitter)

O sequestro de Óscar Denis completa 15 dias nesta quarta-feira, sem notícias ou provas de vida. As filhas do político decidiram silenciar-se por falta de novas informações sobre o paradeiro do pai.

A falta de comunicação dos integrantes do EPP que mantem o ex-vice-presidente refém, aumenta a angústia e a incerteza na família dele. As filhas, em várias ocasiões, já clamaram pela vida do pai.

Denis foi sequestrado na última quarta-feira (9), junto com um trabalhador da fazenda dele. Adelio Mendoza foi libertado pelo grupo armado depois de cinco dias em cativeiro, após a ameaça de grupos indígenas que pretendiam fazer buscas por conta própria.

O sequestro – O sequestro ocorreu na fazenda Tranquerita, em Yby Yaú, Concepción, a cerca de 30 quilômetros de onde foi registrado um confronto entre membros da Força-Tarefa Conjunta (FTC) e integrantes do EPP, na quarta-feira, 2 de setembro. Na ocasião, duas adolescentes morreram.

O novo sequestro foi atribuído a uma célula chamada Brigada Indígena do EPP, de acordo com os panfletos encontrados no caminhão de Óscar Denis.

Após a libertação do jovem Adelio, Beatriz Denis, uma das filhas do ex-vice-presidente, mencionou que o trabalhador disse a eles que estava com o político o tempo todo, mas desde então não houve mais notícias.

Além da distribuição de cestas básicas que foram rejeitadas por muitas comunidades indígenas, o grupo armado impôs  como condição para a liberação do político, que o Governo do Paraguai libertasse seus principais líderes, Carmen Villalba e Alcides Oviedo, que estão detidos em Assunção.

Sequestro tem motivação política – Para o diretor de Anti-sequestro e Anti-extorsão da Polícia Nacional da Colômbia, Brigadeiro-General Fernando Murillo Orrego, que chegou ao Paraguai há mais de uma semana para colaborar na busca de Denis, o EPP teve tempo para planejar o crime. Além disso, o especialista disse que o grupo armado busca obter visibilidade política com o pedido de libertação dos dirigentes, que cumprem pena em cadeias da capital.

Enquanto isso, o comissário aposentado Antonio Gamarra, que foi ex-diretor da Zona Policial do Norte e por muito tempo integrou a FTC, disse que o EPP não vai liberar Denis “facilmente”. Gamarra também afirmou que “eles vão brincar” com a figura política para alcançar outros tipos de coisas.

Com informações do Última Hora

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