Paraguai

Incêndios não dão trégua e onda de calor bate recordes no Paraguai

O Paraguai enfrenta uma das mais severas temporadas de seca dos últimos anos, situação que se torna ainda mais trágica com a propagação de focos de incêndio em diferentes partes do país. Bombeiros fizeram um apelo à população (Foto: Reprodução/Twitter)

Várias são as organizações que fazem um apelo desesperado para não queimar pastagens e tomar os cuidados necessários para evitar incêndios de outra natureza, como o registrado esta sexta-feira no aterro de Cateura, região de Assunção. O acidente foi registrado na madrugada e exigiu o trabalho de 12 grupos de Bombeiros Voluntários, que conseguiram controlar as chamas depois de praticamente meio dia de trabalho. Essa é apenas uma das muitas situações que, para quem está na linha de frente da batalha contra o fogo, são fruto da irresponsabilidade humana.

O capitão do Corpo de Bombeiros Voluntários do Paraguai, Rubén Valdez, afirmou que 100% das reclamações se devem a esse fator e que a disseminação simultânea colocou em alerta todas as bases operacionais.

Neste sábado (26) houve relatos de usuários nas redes de incêndio em várias regiões do país.

A Diretoria de Meteorologia e Hidrologia relatou somente hoje (26) seis grandes fontes de fogo na última imagem de satélite capturada pelo GOES-16. Cinco deles no Chaco paraguaio, área que também sofre com a falta de água.

Mais de 1900 focos no país – Por outro lado, a Central de Comunicações e Alarmes do Corpo de Bombeiros Voluntário do Paraguai (CBVP) Emergências 132 informou ontem sobre a existência de mais de 1.900 focos de incêndios em pastagens em todo o país.

Pare de queimar, droga! – O bombeiro voluntário Andrés García, da Central de Comunicações e Alarmes do Corpo de Bombeiros Voluntários do Paraguai (CBVP) 132, disse ao Última Hora que diante do registro de quase 2 mil focos de incêndios em pastagens em todo o país, eles fizeram um pedido radical à população, para que pare de queimar pastagens.

“Pare de queimar, droga! Mais de 1.900 focos de fogo”, diz o tweet publicado pela conta Emergências 132.

Calor – A onda de calor e a poluição do ar são efeitos diretos dessa condição, que também trouxe um novo recorde de temperatura máxima de 40ºC neste mês de setembro. Esse alto índice não era registrado no nono mês do ano desde 1959.

Com informações do Última Hora

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