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Maior trilha aquática do Brasil, Rota dos Pioneiros retoma as atividades

Depois de sete meses, voluntários retomaram a sinalização e demarcação do percurso ao longo da trilha, que percorre o Rio Paraná e seus afluentes e conecta diferentes unidades de conservação do Oeste e Noroeste paranaenses e também no Mato Grosso do Sul e São Paulo. (Foto: AEN)

A Rota dos Pioneiros, maior trilha aquática do Brasil e que deve se tornar a maior do mundo, está retomando suas atividades. O grupo de voluntários responsável pela demarcação da rota ao longo do Rio Paraná e de seus afluentes voltou a fazer a sinalização do percurso, depois de uma interrupção de sete meses por causa da pandemia do novo coronavírus. Alguns passeios de caiaque pelo rio também voltaram a ser oferecidos por guias locais.

A iniciativa está alinhada e reforça a estratégia do Governo do Estado, adotada desde o ano passado, de estimular o turismo de aventura e natureza para divulgar as belezas do Paraná e buscar o desenvolvimento econômico, com sustentabilidade, e movimentar as diversas regiões do Paraná.

A Rota dos Pioneiros é uma trilha de longo curso com a previsão de ter 400 quilômetros de extensão, conectando diferentes unidades de conservação nas proximidades dos rios Paraná, Paranapanema e Ivinhema.

A trilha conta agora com 127 quilômetros já demarcados, 32% do percurso original. A ideia é que este trecho seja percorrido de caiaque ao longo de dois dias, passando por ilhas e canais em uma região rica em biodiversidade e vegetação exuberante.

Os visitantes podem observar jacarés, bugios e capivaras através da trilha aquática e, no parque estadual, é muito comum encontrar o cervo-do-pantanal. Para os amantes da observação da avifauna o parque, com 302 espécies de aves, é um prato cheio.

Biodiversidade – A rota, que faz parte da Rede Brasileira de Trilhas de Longo Curso (Redetrilhas), funciona como um corredor de biodiversidade em uma região singular do País, e além do caiaque, conta também com trilhas terrestres que podem ser percorridas a pé ou de bicicleta. As margens do Rio Paraná – nas divisas entre o Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul – são marcadas pela transição de três dos principais biomas brasileiros: Pantanal, Mata Atlântica e Cerrado.

Além disso, é também um importante atrativo em uma região onde o ecoturismo ganha cada vez mais adesão, aproveitando as belezas das ilhas e praias naturais que se formam no Rio Paraná.

Guia – Além da retomada da demarcação, os organizadores também estão lançando o primeiro guia da Rota dos Pioneiros, contendo um resumo com dicas de segurança, pontos de apoio e mapa atualizado da trilha aquática. O guia pode ser baixado AQUI, mas as informações também estão disponíveis na página da Rota dos Pioneiros no portal da Redetrilhas.

Pioneiros – O nome da trilha é alusivo à história do próprio Rio Paraná, um local que, ao longo dos séculos, serviu de acesso a diferentes grupos que foram responsáveis pela ocupação do território daquela região.

Começou com os indígenas guaranis que atravessavam o rio de canoa; passou pela ocupação do Brasil pelos colonizadores europeus no século 16, com os espanhóis que fundaram a Ciudad Real del Guahyrá; contou com as missões jesuíticas presentes no Sul da América do Sul; e com os bandeirantes que conquistavam territórios no Interior do Brasil. Por fim, foi a vez da chegada dos imigrantes italianos, alemães, portugueses e japoneses, que criaram raízes nas margens do rio.

Os ciclos econômicos do Estado e do País também acompanharam aquelas correntezas, desde a erva-mate, que era escoada de barco até a Argentina, até o aproveitamento hidrelétrico, que faz girar as turbinas de grandes usinas para gerar energia. O percurso por onde passa a Rota dos Pioneiros fica entre duas delas, a Usina de Porto Primavera e a Usina de Itaipu, e é o último trecho de águas correntes do Rio Paraná, entre os reservatórios das hidrelétricas.

Com informações da AEN

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