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Paraguai entra no horário de verão a partir de domingo (4)

Mudança no horário não irá alterar a demanda do sistema elétrico do país vizinho. (Foto: ANDE)

Neste domingo (4), o horário oficial do Paraguai será adiantado em 60 minutos, com a entrada em vigor do horário de verão. A Administração Nacional de Eletricidade (ANDE) afirma que isso não reduzirá a demanda pelo serviço de eletricidade.

De acordo com o disposto no Decreto Presidencial n.º 1264 em vigor desde 2014, a partir da meia-noite de domingo, 4 de outubro, o horário oficial deve ser antecipado em 60 minutos em todo o território nacional.

O Diretor de Planejamento da ANDE, Tito Ocariz, afirmou em entrevista à Agência IP que esta mudança de cronograma é feita para um melhor aproveitamento da energia solar e que não terá um impacto negativo na distribuição do serviço de eletricidade.

“Estudamos a demanda e o comportamento do sistema e a ANDE não terá problemas com a mudança de horário”, disse.

Quanto ao projeto de lei encaminhado para estudo da Câmara dos Deputados, que propõe que o horário de verão seja mantido ao longo do ano, existe a vantagem de uma maior disponibilidade de luz do sol à tarde.

No entanto, Ocariz frisou que com este plano, a falta de iluminação é transferida para as primeiras horas da manhã, com um nascer do sol por volta das 7h00 em março a agosto. O mesmo ocorre por volta das 7h40 nos meses de maio, junho, julho. Considerando que o movimento em massa de pessoas é muito mais intenso no início do que no final do dia, a falta de iluminação pode afetar a segurança e o início das atividades de trabalho, comerciais e educacionais no país.

Por isso, ele disse que é extremamente importante considerar a opinião de outras instituições como o Ministério da Educação e Ciências, o Ministério do Interior, o Ministério do Trabalho e outros setores que poderão ser afetados pela implementação do Projeto de Lei que propõe a manutenção do horário de verão ao longo do ano.

Da mesma forma, disse que uma eventual modificação dos cronogramas estabelecidos pelo decreto atual deve contemplar um período adequado de implantação, tendo em vista que a ANDE exige um prazo mínimo de 3 (três) meses para o ajuste dos medidores aos novos cronogramas, considerando que atualmente estão configurados para alteração automática de acordo com o Decreto nº 1264/2014.

Ocariz concluiu considerando que a ANDE não tem receio de continuar com os atuais calendários de verão e inverno.

Com informações da Agência IP

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