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PF faz operação para desarticular organização supostamente envolvida em fraudes em licitações, em São Miguel do Iguaçu (PR)

Foram cumpridos mandados em São Miguel do Iguaçu e em Missal. (Fotos: PF)

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (7), a operação ”Apocalipse”, com o propósito de desarticular uma organização criminosa inserida no Poder Executivo, em São Miguel do Iguaçu, oeste do Paraná. 

Foram cumpridas 130 ordens judiciais, sendo duas de prisão preventiva, quatro de prisão temporária, 51 mandados de busca e apreensão e 44 ordens de quebra de sigilo bancário e fiscal, em São Miguel e em Missal. 

Além disso, por meio de 30 ordens específicas, foi realizado o bloqueio de ativos financeiros e a constrição patrimonial na ordem de 20 milhões de reais.

Em entrevista coletiva, a PF informou que há indícios de que o chefe do executivo e um empresário coordenariam o esquema. 

TRF-4 – As ordens foram expedidas pelo Tribunal Regional Federal da 4a Região, que tem jurisdição nos estados da região Sul do Brasil. A investigação tramita nesse Tribunal porque um dos investigados possui foro por prerrogativa de função.

Investigações – As investigações revelaram indícios de práticas delitivas de uma organização criminosa infiltrada no Poder Executivo do município  de São Miguel. O grupo seria especializado na prática de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, falsidade e uso de documentos e lavagem de capitais dos ativos ilicitamente angariados.

De forma resumida, o esquema criminoso iniciava por meio de fraudes em processos licitatórios das secretarias de relacionadas à saúde pública, limpeza urbana e esporte e cultura.

De acordo com as investigações as empresas selecionadas, algumas delas apenas de fachada, estavam relacionadas, direta ou indiretamente, a um empresário municipal. Com os contratos em vigor, foram realizadas inúmeras manobras que possibilitaram o desvio de recursos públicos e enriquecimento ilícito daqueles que foram identificados como os supostos líderes da organização criminosa.

Prejuízos – Essas práticas possibilitaram a evolução do patrimônio de alguns investigados, cujos bens estavam ocultados em nome de terceiros. 

No período de 2013 a 2020, em 25 procedimentos licitatórios, foram movimentados mais de R$ 60 milhões de verbas públicas por meio de 25 contratos celebrados com as empresas do grupo.

Foram encontrados robustos elementos que indicam que até o procedimento licitatório relacionado ao combate da pandemia causada pelo coronavírus foi manipulado pela organização criminosa, informou a Polícia Federal.

Apocalipse – A operação, batizada de “Apocalipse”, tem seu nome relacionado ao padroeiro da cidade onde os fatos foram praticados, Arcanjo Miguel, o qual é reportado no livro de Apocalipse como um guerreiro na luta contra o mal.

Com informações da Comunicação Social da Polícia Federal em Foz do Iguaçu/PR

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