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Comunidade acadêmica da UNILA trabalha com inovação, tecnológica e iniciativas de empreendedorismo

A UNILA desenvolve iniciativas voltadas para a inovação tecnológica e social. Como resultado de algumas dessas pesquisas, surgem também projetos de empreendedorismo, que trazem aproximações entre a área acadêmica e alguns setores do mercado. (Foto: Unila/Divulgação)

Foi a partir de uma demanda do mercado que nasceu, na UNILA, o projeto de um sistema de controle de temperatura, que busca otimizar os processos de abastecimento, transporte e armazenamento de gás natural e biometano. “Nossa solução avança um pouco ao reduzir a temperatura a níveis tão baixos quanto o equipamento permita”, explica Fabrizzio Gaspar, mentor do projeto.

O controle da temperatura para um nível mais baixo possibilita abastecimento e transferência dos combustíveis com maior velocidade e quantidade. 

Entre 14 projetos, essa iniciativa foi uma das cinco aprovadas para a terceira etapa no “Desafio Empreendedorismo e Inovação”, promovido este ano pela UNILA, dentro do Programa de Iniciação ao Empreendedorismo, realizado em parceria com o Sebrae e com apoio da Fundação Araucária.

Para a defesa do projeto, os estudantes estão construindo um protótipo e convidaram, inclusive, representantes da Associação Brasileira de Distribuidoras de Gás.

Tecnologia em prol da saúde – Outro projeto aprovado no “Desafio Empreendedorismo e Inovação” consiste em um sistema de descontaminação do ambiente, com base no efeito luminescente causado pelo espectro ultravioleta UV-C. A equipe do projeto está na fase de desenvolvimento de um protótipo e de estudo de aplicabilidades. 

Para a higienização, o projeto também estuda o uso da luz de LED conversível para UV.

Mulheres empreendedoras na inovação – Três estudantes de Engenharia Química da UNILA conquistaram esses espaços por meio de pesquisas desenvolvidas na Universidade, que resultaram no projeto de embalagens sustentáveis, feitas a partir de um polímero biodegradável constituído de resíduos agrícolas. Esse produto foi pensado como alternativa ao plástico convencional – material que pode demorar centenas de anos para se decompor na natureza. 

A empresa ainda está em fase inicial e em processo de pré-incubação, mas a startup está tomando forma, com novos aprendizados sobre empreendedorismo. Paralelo a isso, as estudantes iniciam o desenvolvimento de um projeto-piloto, com duração prevista para três meses, em conjunto com as empresas-âncora (Voith e Klabin) do desafio Startups Connected da Câmara Brasil-Alemanha, de São Paulo. 

Inovação e patentes – Na UNILA, algumas pesquisas que trabalham com inovação apresentam a perspectiva de patente – caso em que é reconhecido direito de propriedade sobre uma invenção. Entre elas, estão algumas pesquisas desenvolvidas pelo docente de Biotecnologia Kelvinson Viana, que também coordena o Núcleo de Inovação Tecnológica da UNILA (NIT). Dentre elas, duas patentes de testes de diagnósticos da Covid-19 foram depositadas no Instituto Nacional da Propriedade Industrial, em uma parceria da UNILA com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Outro estudo, na área de Ciências Agrárias, consiste em uma vacina direcionada à aquicultura, com testes em larga escala no lago de Itaipu, feitos em parceria com uma associação de pescadores de Foz do Iguaçu.

Nesse sentido, a UNILA tem ofertado algumas ações de capacitação e incentivo, com parceria e apoio de instituições como o Sebrae e a Fundação Araucária. “As ações em andamento têm o sentido de trazer à tona essa cultura empreendedora e de inovação à Universidade”, afirma Daniel Teotonio do Nascimento, chefe da Divisão de Inovação Tecnológica e Fundação de Apoio da UNILA. 

Com informações da Unila

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