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Polícia e Receita Federal participam de operação que investiga a importação irregular de cabelos da Índia

De acordo com as investigações, as mexas de cabelo eram trazidas irregularmente pela fronteira com o Paraguai. (Fotos: Polícia Federal)

Na manhã desta terça-feira (10), foi deflagrada a operação “Baalon”, com o propósito de desarticular um grupo criminoso especializado em realizar importação irregular de cabelos de origem estrangeira para posterior revenda no Brasil.

As sete ordens judiciais expedidas pela 14ª Vara Federal de Curitiba foram cumpridas em Foz do Iguaçu (PR), Curitiba (PR), São Paulo (SP) e Araçatuba (SP).

Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e operação irregular de instituição financeira.

A investigação – As investigações tiveram como foco um grupo criminoso, formado inclusive por pessoas de origem indiana, que importava irregularmente cabelos humanos.

Quando não eram subfaturadas por meio de processos de importação realizadas por empresas brasileiras, as mercadorias entravam irregularmente no país, pela fronteira com o Paraguai, sem o pagamento de impostos, o que caracteriza descaminho. 

Os clientes brasileiros (donos de salões de beleza e empresas que comercializam o produto) faziam os pagamentos com depósitos em contas bancárias que estavam em nome de terceiros. Assim, para pagar os fornecedores, o grupo criminoso convertia tudo para dólares e enviava os valores para o Paraguai, sem registro nos órgãos oficiais.  

O nome da operação faz referência a uma das traduções da palavra “cabelos” para o idioma Híndi, que é “Baalon”.

Doações – Apenas neste ano a Receita Federal já destinou 291 kg de cabelo humano para doações. Atualmente, 465 kg de cabelos estão aguardando destinação. A Receita Federal informou que os cabelos são doados para entidades beneficentes que confeccionam perucas para pessoas em tratamento de câncer.

Com informações da Polícia Federal e da Receita Federal

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