Paraná

Projeto inédito no País vai contratar energia de pequenos geradores

Edital foi autorizado pela Aneel atendendo solicitação da Copel para implantar projeto-piloto de cinco anos. (Foto: AEN)

A Copel lançou nesta quarta-feira (18), na sede da Cooperativa C.Vale, em Palotina (PR) uma chamada pública para a contratação de energia proveniente de autogeradores.

O edital, inédito no Brasil, foi autorizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) mediante solicitação feita pela Copel para implantar esse projeto-piloto de cinco anos. A previsão é contratar até 50 MW (megawatt) médios de energia nessa modalidade, equivalente a 438 mil MWh/ano ou 1,9% de sua carga anual.

O objetivo da chamada é atrair produtores independentes de pequeno e médio porte, incluindo minigeradores, aproveitando ainda mais o potencial energético do Estado, com capacidade para operar de maneira conectada.

Para vender à Copel, os autogeradores terão de constituir uma microrrede – um sistema elétrico independente, que funciona como uma “ilha de energia”, integrando geração, armazenamento e consumo à rede de distribuição.

Como vai funcionar – Os autogeradores que farão parte das microrredes poderão vender a energia gerada para a Copel e, com isso, abastecer um grupo de consumidores próximos. Eles também deverão estar inseridos em uma das 32 macrorregiões listadas no Estado. A companhia ficará responsável pelo controle e segurança da operação. A chamada ficará aberta até o dia 16 de fevereiro.

Chamada – A chamada vai abranger quem gere de 1 a 30 MW (potência capaz de atender 100 mil consumidores), sem restrição da fonte geradora, com custo máximo de venda de R$ 311/MWh.

Os proponentes terão de dar garantias de sustento da sua microrrede e controle sobre a potência por, pelo menos, cinco horas ininterruptas. Esse critério foi estabelecido com base no tempo médio de atendimento da Copel na troca de um poste, por exemplo.

Melhorias – O programa piloto servirá para testar o modelo e auxiliará a Copel em casos de contingência. Diante de um eventual problema na linha, a companhia poderá isolar o sistema e manter boa parte dos consumidores do local abastecidos enquanto repara o ponto danificado.

Nesse caso, a inovação terá reflexo direto na melhoria do indicador DEC (Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora), que diz respeito à quantidade de tempo que um cliente ou um grupo permanecem sem energia. Outra melhoria é a possibilidade de adiamento de investimentos de médio prazo.

Com informações da AEN 

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