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O Paraguai revela uma verdadeira experiência multissensorial quando o assunto é cerveja artesanal

A “Rota da Cerveja Artesanal” pretende ampliar as opções de turismo e econômicas no país. Na foto, a cerveja Trentina, fabricada em Alto Paraná. (Foto: Gentileza)

Recentemente, o jornalista Diego Sanabria, do Grupo La Nación participou de um tour organizado pela Agência de Viagens Volaré, que precisou se reinventar diante da pandemia. A viagem, ajustada a todos os protocolos de saúde vigentes, tinha como objetivo mostrar as cervejarias, os criadores das marcas made in Paraguai e a variedade de sabores, além de promover o turismo interno no país vizinho.

O jornalista Diego Sanabria definiu a experiência como multissensorial, após ouvir as histórias dos mestres cervejeiros e de conhecer os sabores e os esforços dos produtores.

Para esta indústria não parece haver limites. É um setor praticamente novo que começou a crescer em um mercado voltado para o consumidor gourmetCada fábrica do roteiro tem uma grande história, desde o início do processo em uma panela de 20 litros, aos processos pelos quais passaram, além das anedotas e das perspectivas de crescimento.

Sanabria disse que é um setor com um estilos diferentes, no design das garrafas e nos rótulos originais, nas marcas e nos nomes cativantes, associados à histórias de vikings, lobos, música e família. Para o jornalista, é uma experiência que agrega valor aos consumidores, principalmente para aqueles cujo preço não é o determinante na hora de apreciar uma cerveja.

Jaslaft, Monkey Bridge e Kiagus – A viagem começou na cidade de J. Augusto Saldívar, onde o grupo desembarcou na microcervejaria Jaslaft, nome criado a partir da fusão das iniciais da cidade JAS e do mestre cervejeiro Luis Florentín, que ofereceu duas cervejas. Após uma introdução ao processo de fabricação e de conhecer a matéria-prima utilizada, as cervejas foram aprovadas.

A segunda parada foi em Cnel. Bogado, local conhecido pela produção de chipa e também do criador da cerveja artesanal Monkey Bridge. O professor Hernán Contreras comentou que o nome nasceu da lenda de que Coronel Bogado era anteriormente conhecido como Ka’i Puente, que em inglês ficaria semelhante a Monkey Bridge.

Ali, o grupo conheceu mais quatro cervejas, como a Golden, a APA, a Amber e uma Stout. Tudo acompanhado de pizzas feitas com massa de fécula de mandioca. A última surpresa foi a degustação de uma edição experimental, chamada PantanAle, que tem como essência burrito e erva-cidreira.

O 3º destino foi Encarnación, onde o grupo conheceu a cervejaria Kiagus, que desenvolveu mais de 10 sabores de cerveja. Néstor Garay, o mestre cervejeiro, detalhou as etapas do cozimento e os jornalistas provaram um grande número de criações como Karumbé, Roy, Durazno Pale Ale, Hendy American Pale Ale, Lupulosa Ipa, Ipa’a Guayaba. A marca, aliás, já é bem conhecida em Encarnación e também em Ciuda Del Este e Asunción.

Vikings, Lobos, Yerba Mate e Imigrantes – No segundo dia, a primeira parada foi em Hohenau, no departamento de Itapúa, onde após uma caminhada pelas instalações do Parque Manantial, a música alemã começou a ganhar força, até a chegada à fábrica de BeerkingosWilson e Sergio Blaich, filhos de descendentes de alemães (vestidos de vikings), descreveram com grande paixão suas origens, suas primeiras cervejas e como cresceram no negócio.

Logo depois os jornalistas foram para Bella Vista, onde fica a fábrica da Volks Bier, que pertence a três sócios, que desenvolvem a bebida milenar com grande excelência. A Ka’a Bier é a primeira cerveja paraguaia feita com erva-mate e cerveja vínica.

Em Naranjal o grupo conheceu a fábrica da Wolfs Bier, que nasceu do sonho de Wilson Tonelli. Infelizmente ele morreu no ano passado. Mas a mulher dele, Andrea assumiu a fábrica e com o apoio da família tornou-se a primeira cervejaria do país. Hoje eles têm 4 cervejas: a Vienna Lager, a Pale Ale, a Golden Ale e a Amber Ale. A comercialização, como na maioria das artesanais, é feita em barris e garrafas.

Por fim, os jornalistas chegaram a Santa Rita, onde está localizada uma das maiores fábricas de cerveja artesanal do Paraguai. O nome é Trentina 1875.

 

Alexsandro Giordani, da cervejaria Trentina, em Santa Rita, Paraguai. (Foto: Gentileza)

Alexsandro Giordani, mestre e sommelier cervejeiro, deu um curso rápido sobre como degustar um cerveja artesanal e explicou que o nome Trentina é uma homenagem à família Giordani, que emigrou em 1875 de Trento, na Itália, para o Paraguai.

7 Léguas, Gelado e Família – No 3º dia de passeio o grupo chegou a Caaguazú, de onde vem a cerveja 7 Léguas. O nome está ligado à história do nascimento da cidade.  Emanuel, o mestre cervejeiro, ofereceu a American Lager e a Honey Beer.

Quase no fim da Rota da Cerveja Artesanal, o grupo chegou à Região de Assunção e experimentou, em San Bernardino, sorvetes de cerveja, elaborados pelo San Beer, que fica a poucos metros do Lago de YpacaraíSão quatro sabores de sorvete com cerveja: chocolate, pêssego, baunilha e morango.

Para finalizar, uma passada na Cervejaria Poros, localizada em Villa Morra, Assunção, onde tanto o nome quanto as cervejas tem origens em fortes raízes familiares.

O jornalista Diego Sanabria, do La Nación, terminou o relato afirmando que beber uma cerveja artesanal é mais do que se divertir. É um ritual que mais e mais pessoas estão aderindo por causa de tudo relacionado acima.

Há pouco tempo a Secretaria Nacional de Turismo do Paraguai (Senatur) declarou de interesse turístico a “Rota da Cerveja Artesanal”.

Para mais informaçõesAgencia de Viagens Volare – Fone – 00xx595-21-299324, em Assunção – Paraguai. Confira também no Facebook  e no Instagram

Salud, salute, prost, á vossa, skál y salut.

Com informações do La Nación

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