Paraguai

Paraguai confirma que três mortos em confronto são do EPP

As autoridades militares e do Ministério Público do Paraguai confirmaram que os três mortos durante o confronto no norte do país na noite de sexta-feira (20) eram integrantes do grupo auto denominado Exército do Povo Paraguaio (EPP). (Foto: IP)

Os órgãos de segurança em conjunto com o Ministério Público deram detalhes sobre o confronto entre a Força Tarefa Conjunta (FTC) e membros do grupo auto denominado Exército do Povo Paraguaio (EPP), ocorrido na noite de sexta-feira (20) na região de Cerro Guazú, no norte do Paraguai.

Três pessoas morreram. Entre os mortos estão Lúcio Silva (61 anos), Esteban Marín (36 anos) e Rodrigo Arguello (24 anos), integrantes do EPP.

Apreensões – O promotor interino, Federico Delfino, informou que foram apreendidos telefones celulares, armas de fogo e dinheiro. Com Esteban Marín foi recuperado um rifle que tinha sido roubado das Forças Armadas em um ataque ocorrido em agosto de 2016 em Arroyito, onde vários soldados foram mortos.

Também foram encontrados materiais explosivos, granadas caseiras e documentos que serão analisados ​​pelos responsáveis ​​pela investigação.

Sobre os integrantes do EPP que foram mortos – Um dos mortos no confronto, Lúcio Silva, de 61 anos, foi um dos fundadores do grupo criminoso e tinha nove ordens de prisão por sequestro, homicídio doloso, privação ilegal de liberdade, entre outros crimes.

Ele vinha sendo procurado há vários anos pela FTC e pelo Ministério Público. De acordo com o governo do Paraguai, ele esteve envolvido em vários sequestros, entre os quais o de María Edith Bordón (2001), o da filha do ex-vice-presidente da República, Raúl Cubas, Cecilia Cubas (2004), além dos sequestros dos pecuaristas Fidel Zavala (2009) e Luis Lindstron (2008).

Esteban Marín López tinha 15 ordens de prisão pendentes, por crimes como associação criminosa, homicídio doloso, sequestro, tomada de reféns, privação de liberdade, terrorismo, tentativa de homicídio, associação terrorista e apologia de crime. Ele era um dos principais dirigentes do EPP e  a sua principal função consistia em arrecadar recursos para o grupo.

Rodrigo Arguello tinha mandado de busca expedido pelo Ministério Público de Horqueta. Ele participou da queima de vários estâncias de criação de gado e de assassinatos.

Com informações da Agência IP

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