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Dicas para evitar transtornos e golpes ao alugar imóvel na praia

Advogado, especialista na área de Direito Civil, relata cuidados importantes a serem observados para que sua experiência seja melhor. (Foto: Sebrae/Divulgação) 

O final de ano chegou e muita gente pensa em viajar para o litoral. Apesar da pandemia do novo Coronavírus, o setor de imóveis acredita que a procura por locações seja alta nessa virada de ano. Mas para que a viagem não se torne um pesadelo, alguns cuidados são muito importantes, principalmente os relacionados com aluguéis.

O advogado André Beck Lima, especialista na área de Direito Civil, explica que o primeiro passo é verificar as condições reais do imóvel que se pretende alugar. Essa precaução deve ser seguida, já que é comum haver “discrepância” entre os anúncios virtuais (com fotos e descrições) e a realidade encontrada presencialmente.

“Esse fator se agrava nos imóveis de veraneio e de temporada. Por isso, vale a pena fazer uma inspeção presencial antes e, se não for possível, ao menos buscar informações mais detalhadas com corretores ou com locatários anteriores”, orienta Beck Lima.

Segundo o advogado, questões documentais também são relevantes. “São comuns golpes praticados nessa época do ano. Anúncios falsos, recebimentos antecipados do aluguel, etc. Todo cuidado é pouco. Ofertas fora da realidade do mercado é um grande indício de fraude e devem ser analisadas com reservas”, alerta o especialista na área de Direito Civil.

Alguns indícios de fraude são evidentes, outros não. Além da questão de valor, é importante ficar atento quando houver dificuldade em obter documentos do imóvel ou em ter contatos pessoalizados com proprietários. Uma dica é contar com uma assessoria jurídica para auxiliar na confecção de um contrato.

“A modalidade de contratação de locação para veraneio ou temporada está prevista no artigo 48 e seguintes da Lei 8.245/91 (Lei de Locações). Assim, um contrato bem redigido e revisado por um advogado de confiança é imprescindível”, reforça o especialista na área de Direito Civil, André Beck Lima.

Com informações do Sebrae PR

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