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Refúgio Biológico de Itaipu recebe prêmio de Políticas Públicas do Conselho de Medicina Veterinária

Criado em 2019, o prêmio homenageia profissionais e instituições que se destacam por promover ações dentro do conceito de saúde única. (Foto: Alexandre Marchetti/Itaipu Binacional) 

Os 36 anos dedicados à conservação da fauna e da flora na região Oeste do Paraná renderam ao Refúgio Biológico Bela Vista (RBV), mantido pela Itaipu Binacional, o prêmio Clotilde de Lourdes Branco Germiniani de Saúde Única, concedido pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV-PR).

(Foto: Rubens Fraulini/Itaipu Binacional)

O Refúgio Biológico venceu na categoria Destaque Políticas Públicas. De acordo com o CRMV-PR, o espaço é “exemplo de como médicos veterinários e zootecnistas se inserem na saúde única e são importantes no desenvolvimento de políticas públicas”.

“Esse prêmio é um reconhecimento não apenas ao trabalho do refúgio, ao longo desses 36 anos, mas às ações ambientais promovidas pela Itaipu na região. São investimentos em pesquisa, conservação de animais silvestres, reposição florestal, educação ambiental, entre outros, que acabam tendo impacto positivo na saúde e qualidade de vida das pessoas”, afirma o médico veterinário Pedro Teles, da Divisão de Áreas Protegidas.

O Prêmio – O prêmio foi criado em 2019 para homenagear profissionais e instituições que se destacam por promover ações dentro do conceito de saúde única, que integra ações de saúde animal, saúde humana e saúde ambiental.

“São áreas indissociáveis”, explica o profissional. “Não tem como você garantir a saúde humana tratando única e exclusivamente a saúde humana. O mesmo ocorre com o meio ambiente e a saúde animal.”

O nome da premiação é uma homenagem à professora Clotilde de Lourdes Branco Germiniani, falecida em 2018. Clotilde era a médica veterinária mais antiga do Estado, com quase 60 anos de atuação.

Áreas protegidas – O Refúgio Biológico Bela Vista ocupa uma área de 1.780 hectares e é considerado referência em conservação da fauna e da flora regionais.

(Foto: Alexandre Marchetti/Itaipu Binacional)

Entre as suas ações, destacam-se o maior programa de reflorestamento do mundo feito por uma hidrelétrica, com mais de 44 milhões de mudas plantadas; e o programa de reprodução em cativeiro de espécies como a harpia, o gato-maracajá, a anta e a onça-pintada – entre outros.

No total, somando as áreas protegidas no lado brasileiro e no lado paraguaio, são 41.039 hectares com trechos de reflorestamento e mata nativa.

Incluindo a faixa de proteção do reservatório, são mais de 100 mil hectares de áreas protegidas, reconhecidas pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como Reserva da Biosfera

Com informações da Itaipu Binacional 

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