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Quando entre o “tão longe e o tão perto” tem uma rede de solidariedade

Nessa semana tive a alegria de acompanhar o reencontro do José Roa, com parte da família dele(Foto: Cris Loose)

No dia tão esperado, os irmãos me contaram que a informação sobre a história deles e da busca de José rodou vários países e chegou a uma brasileira que vive na Inglaterra que entrou em contato com alguém da Bahia, que fez o restante.

Eu contei que estava curiosa pra saber como foi que descobriram o telefone do Rubens e fiquei de compartilhar aqui, assim que entendesse isso. Não quis entrar em detalhes com eles no dia, já que era o dia do “reencontro tão esperado”.

Comigo, o primeiro contato foi feito por Lilian Canalde, que mora em Ciudad Del Este, no Paraguai. Eu não sabia, mas uma rede de troca de informações já estava em funcionamento.  

Hoje entendi tudo. Na verdade, não foi uma ONG da Bahia que contactou o Rubens. E pra explicar todo o funcionamento dessa rede, vou tentar resumir. 

A rede – Marcos Tassi vive em Katueté, no Paraguai, e é amigo de José. Soube da busca e resolveu compartilhar com todos a informação. Com o objetivo de ajudar, pediu que a história fosse divulgada em várias rádios, inclusive do Paraná, de MS e também de MG, como me contou. 

Também pediu ajuda para a prima dele, Raquel, que vive em Mundo Novo (MS). Segundo ele, Raquel resolveu solicitar apoio a uma amiga que hoje vive em Manchester (no Reino Unido). Ivanete Alves já morou em Mundo Novo. 

A Ivanete contou que do outro lado do oceano, já expandida, a rede voltou para o Brasil. Dessa vez, foi até Guajeru, na Bahia. Foi ela quem procurou Evanildo Rodrigues,  que fechou a rede. Evanildo também atuou como voluntário e diz que costuma fazer isso sempre que pode. Foi ele quem entrou em contato com o Rubens que passou a bola para a Neusa.

E foi assim, compartilhando informação, compartilhando uma história, e em conjunto, que “a rede” atingiu o objetivo e agora comemora o reencontro dos irmãos.

Dessa vez, com os nomes de todos os envolvidos (espero!) e entendendo melhor o que aconteceu, posso dizer que, além da comunicação, acredito que o voluntariado e a preocupação com o ser humano podem sim, ajudar a melhorar o mundo. 

Tudo bem que não mudamos o mundo (ainda!) mas, de uma forma ou de outra, ajudamos a mudar a vida de algumas pessoas que agora podem voltar a se chamar de irmãos ou… de família, e que foram os verdadeiros protagonistas dessa história com final feliz. 

Cris Loose – Compartilha 

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