Paraná

Promotoria de Justiça investigará prefeito preso no Rio Grande do Sul com galos de rinha em carro oficial

A Promotoria de Justiça de Capitão Leônidas Marques, no Oeste do PR, instaurou procedimento para investigar as circunstâncias em que ocorreram a prisão do prefeito de Boa Vista da Aparecida, município integrante da comarca. (Foto: PRF)

O Prefeito foi preso na segunda-feira (15) após uma abordagem da Polícia Rodoviária Federal na BR-386, em Sarandi (RS), quando transportava seis galos de rinha em carro oficial.

Após a apreensão, Santos foi liberado da delegacia. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o gestor assinou termo circunstanciado pelo crime de maus-tratos aos animais. Além disso, responderá judicialmente por improbidade administrativa, por usar veículo oficial.

Apreensão – Conforme a PRF, o carro da prefeitura foi parado após o prefeito realizar uma ultrapassagem proibida. A polícia informou ainda que Leonir foi detido com o mesmo veículo em 2018, após dirigir embriagado em uma rodovia.

O prefeito foi preso com os galos em Sarandi (RS), que fica a mais de 400 quilômetros de Boa Vista da Aparecida. O carro utilizado na viagem estava com o licenciamento atrasado, segundo a polícia.

Leonir disse à RPC que não se manifestará oficialmente. Entretanto, afirmou que os galos que estavam no porta-malas não eram dele, mas de uma pessoa que ele deu carona. Ele não se explicou porque deu carona em um carro oficial.

Conforme o gestor, até a manhã de terça-feira (16), ele estava na casa de um cunhado, em Barra Funda (RS).

A viagem do prefeito ocorreu durante o recesso de carnaval, decretado por ele em Boa Vista da Aparecida. O Governo do Paraná suspendeu o ponto facultativo por causa da pandemia do novo coronavírus.

Agora, o MPPR vai apurar possíveis práticas de ato de improbidade administrativa cometidas pelo gestor.

Mesmo carro – O prefeito já é réu em ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público em novembro do ano passado, quando investigações apontarem indícios de fraude em licitação para a aquisição do automóvel em questão, ou seja, o que foi utilizado pelo prefeito para o transporte dos animais e foi apreendido.

Naquela ocasião, a Promotoria de Justiça constatou, dentre as ilegalidades, que o termo de referência e o edital da licitação foram elaborados de modo a direcionar o certame para o modelo específico de automóvel.

A Promotoria concluiu ainda que, na licitação, não se vislumbrou o interesse público, mas sim o interesse privado, com a aquisição, com dinheiro público, de um veículo altamente potente e com itens de luxo, para o uso do gabinete do Prefeito.

Naquele processo, em resposta ao pedido do MPPR, a Justiça determinou originalmente o bloqueio de bens do prefeito de Boa Vista da Aparecida e demais réus no valor de R$ 248 mil.

Com informações do MPPR e do G1 Paraná 

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