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Mutuns doados por Itaipu têm primeira ninhada na Argentina

A reprodução desses animais na natureza é um importante passo nas ações de conservação ambiental, que já incluem a reprodução em cativeiro de espécies ameaçadas. (Fotos: Alexandre Marchetti/Itaipu Binacional)

Cerca de um ano após a reintrodução de mutuns-de-penacho na província de Corrientes, na Argentina, o projeto acaba de atingir um importante marco, com o registro do nascimento dos primeiros filhotes.

A espécie havia desaparecido de Corrientes há cerca de 50 anos e foi reintroduzida em uma unidade de conservação chamada Gran Parque Iberá, graças a uma parceria entre a Itaipu Binacional (que doou os animais) com a Fundação Rewilding Argentina, e com os governos da província e federal.

A novidade foi divulgada por meio de um vídeo publicado pela Rewilding Argentina em sua página no Instagram. A publicação destaca a importância da espécie para a conservação das florestas. Como os animais se alimentam de frutos, acabam contribuindo para a dispersão de sementes e são chamados de “regeneradores de bosques”.

“Este é um projeto muito bem-sucedido. Um ciclo que começou com a reprodução em cativeiro e finaliza com a reprodução natural no ambiente em que foram reintroduzidos. Ali, aprenderam a procurar alimento, abrigo e a fugir de predadores, demonstrando uma excelente adaptação ao meio”, afirma o biólogo Marcos José de Oliveira, da Divisão de Áreas Protegidas da Itaipu.

Gran Parque Iberá – O Gran Parque Iberá é um conjunto de paisagens úmidas, como pântanos, lagos, lamaçais e cursos d’água, constituindo a segunda maior área do gênero no mundo (a primeira é o Pantanal). A reintrodução dos mutuns nesse local, realizada em 28 de janeiro do ano passado, foi acompanhada por uma equipe da National Geographic.

Para a Itaipu, a reintrodução de espécies na natureza é um passo de grande importância nos esforços de conservação empreendidos pela empresa, que já vinha desenvolvendo há vários anos ações de reprodução em cativeiro de espécies ameaçadas, típicas da Mata Atlântica (bioma em que a usina está inserida).

Refúgio Bela Vista – No Refúgio Biológico Bela Vista, mantido pela binacional na margem brasileira, já foram registrados nascimentos bem sucedidos de onças-pintadas, antas, veados-bororó e harpias, entre outras espécies. Somente no projeto das harpias foram 53 nascimentos, fazendo desse o projeto de reprodução em cativeiro mais bem sucedido do mundo, em relação a essa espécie.

O superintendente de Meio Ambiente da Itaipu, Ariel Scheffer da Silva, afirma que a estratégia de preservar florestas biodiversas é importante tanto para a conservação quanto para a segurança hídrica, como é o caso da cidade de Nova Iorque, que conseguiu reverter situações de crise de abastecimento com a proteção ambiental nas áreas de mananciais.

“A região do reservatório contribui com aproximadamente 20% da água utilizada por Itaipu para gerar energia. Mas, com ações de conservação dos remanescentes florestais, é possível que, no futuro, consigamos aumentar esse percentual”, afirma Ariel. “Isso comprova, na prática, a relação entre a preservação dos ecossistemas, a segurança hídrica e a segurança energética”, acrescentou.

Com informações da Itaipu Binacional

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