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Ministro da Saúde do Paraguai renuncia ao cargo

O ministro da Saúde, Julio Mazzoleni, confirmou nesta sexta-feira (5) a renúncia à chefia da pasta de saúde, em meio à crise sanitária. (Foto: Agência IP)

Mazzoleni destacou, em entrevista à emissora estatal Paraguay TV,  que os motivos da renúncia correspondem à necessidade de ter um bom relacionamento com o Congresso e servir aos interesses da Nação. 

“É um momento em que é absolutamente necessário que os paraguaios se unam para combater a pandemia e o interesse nacional está acima de qualquer pessoa e espero que esta decisão sirva para unir o país”, disse.

Agora ex-ministro, Mazzoleni informou que conversou hoje cedo com o Presidente da República e que durante a conversa, tomou a decisão.

De acordo com a Presidência da República, o presidente Mario Abdo Benítez aceitará a renúncia e nomeará um novo Ministro nas próximas horas. O vice-ministro Julio Borba permanece como ministro interino.

Crise política e sanitária – A renúncia de Julio Mazzoleni ocorreu um dia após o Senado paraguaio aprovar uma resolução pedindo que ele deixasse o cargo. Com a troca no comando do Ministério da Saúde, o Governo do Paraguai espera acalmar os ânimos diante do eminente colapso do sistema sanitário e da falta de medicamentos e de vacinas para a população. 

#EstoyParaElMarzo2021 – Uma manifestação foi convocada por meio das redes sociais, para hoje, no fim da tarde, em frente ao Congresso, em Asunción. O objetivo do #EstoyParaElMarzo2021 é protestar contra a corrupção e a falta de gestão no governo. Outra reivindicação era justamente a renúncia de Mazzoleni.

Março Paraguaio – O #EstoyParaElMarzo2021 é uma referência ao “Março Paraguaio”, marcado pelo assassinato do então vice-presidente Luis María Argaña, em 23 de março de 1999.

Arganã era adversário político do então presidente, o colorado Raúl Cubas, que acabou sendo acusado do crime, junto com outro homem forte da política paraguaia do momento, o general Lino César Oviedo, aliado do Presidente. 

A morte de Argaña provocou uma série de manifestações de opositores e apoiadores de Oviedo e do governo de Cubas. Na época, a notícia levou ao fechamento do comércio em Assunção e também na fronteira, com diversos protestos, inclusive na Ponte da Amizade.

Toda a situação levou à morte de sete manifestantes contrários ao governo e resultou na renúncia de Cubas à presidência, após a instauração de um processo de impeachment.

Cris Loose Compartilha com informações da Agência IP e do Última Hora 

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