Paraguai

Repressão policial esquenta ainda mais a crise no Paraguai

Diante do colapso sanitário e da falta de respostas do Governo, paraguaios fizeram um protesto no centro de Assunção. Várias pessoas ficaram feridas. (Foto: Reprodução/Twitter)

Convocado por meio das redes sociais, o protesto reuniu centenas de pessoas nas praças em frente ao Congresso Nacional ontem no começo da noite desta sexta-feira (5). Os manifestantes pediam o fim da corrupção e criticavam a falta de gestão no governo,  que levou o Paraguai a uma severa crise sanitária, social e econômica, em plena pandemia.
A marcha, denominada #EstoyParaElMarzo2021, mostrou o descontentamento da população diante da incapacidade do governo paraguaio de encontrar soluções para a falta de medicamentos nos hospitais e para o evidente colapso sanitário em que se encontra o país.

Com gritos de “fora corruptos”, os manifestantes expressaram a indignação com os escândalos de corrupção do Governo Abdo.

Ontem (5) o Julio Mazzoleni renunciou ao cargo de ministro da Saúde. Leia mais AQUI

Repressão – Para tentar conter a multidão, os policiais usaram balas de borracha e gás lacrimogênio e houve confronto. Os manifestantes responderam com pedras. O ministro do Interior, Arnaldo Giuzzio, disse que vândalos aproveitaram para quebrar carros e invadir lojas.

Por volta das dez da noite, um grupo de policiais levantou um pano branco, pedindo trégua para os manifestantes. De acordo com o ABC Color, os policiais ficaram sem munição.

Com a intervenção do comissário Silvino Leguizamón, os manifestantes aceitaram uma trégua para seguir com protesto de uma forma pacífica. 

Oito pessoas ficaram feridas. Entre elas, uma menor de idade, jornalistas, uma médica e 12 policiais.

Com informações do Última Hora e do ABC Color

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