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Sistema de saúde do Paraguai entra em colapso com 100% dos leitos de UTI ocupados em algumas regiões do país

O Ministério da Saúde Pública divulgou o boletim epidemiológico do Paraguai, que está em “alerta vermelho” devido ao alto número de casos de covid-19. A lotação dos leitos chegou a 100% em algumas regiões do país. (Foto: MSPBS)

O relatório semanal do Ministério da Saúde, mostra que o sistema entrou em colapso em algumas regiões do país vizinho.

A médica Letícia Pintos, diretora da Unidade de Terapia Intensiva do Ministério da Saúde, informou que existem atualmente 647 leitos no serviço de UTI, dos quais 280 estão ocupados por pacientes com problemas respiratórios. A ocupação das UTIs está em 100% em Assunção e no departamento Central.

Ela afirmou que nesta última semana, mais leitos de UTI foram habilitados, sendo oito no Hospital Nacional de Itauguá e quatro em Ciudad del Este. Disse também que existe a possibilidade de ampliação de leitos em outros hospitais do país.

A médica frisou que o maior problema é que faltam profissionais para prestar um serviço adequado.

“Essa é a situação atual em termos de UTI. Estamos em um período difícil e é urgente tomar as medidas de distanciamento e cuidados gerais”, enfatizou a profissional.

Durante a coletiva de imprensa, ele exibiu um gráfico comparativo destacando o crescimento de leitos de UTI no país. Em janeiro de 2020 eram 308 leitos e em dezembro de 2020, 636. Agora em março, o Paraguai chegou a 647 leitos de UTI.

O médico Guillermo Sequera, Diretor Geral de Vigilância Sanitária, falou sobre a situação epidemiológica nacional. Um aumento marcante de casos positivos foi registrado nas últimas semanas.

Ele afirmou que desde o começo do ano até até agora, o Paraguai vive uma onda de alta na quantidade de casos, assim como outros países da região. Sequera falou que o número de casos diários se multiplicou no país, que hoje registra uma média de dois mil casos positivos por dia.

“Ao contrário do primeiro período da epidemia, onde se observou um maior número de casos no departamento Central e na Capital, que continuam com cifras elevadas, há um aumento em vários departamentos e municípios do país”, assegurou.

Alto Paraná – Sequera disse que Alto Paraná passa por uma segunda onda, assim como Encarnación, Concepción, Paraguarí, Cordillera, Ñeembucú.

“Em diferentes departamentos há um aumento muito importante, então a situação é grave e isso ocorre no país todo”, enfatizou.

Mapa de risco – O novo ministro da saúde criou um “mapa de risco” onde podem ser verificados os diferentes indicadores em todo o país. É uma ferramenta que pode ser utilizada pelos prefeitos e pelos governadores, para definir as medidas restritivas.

A ferramenta também ajudará o Governo e as autarquias locais a tomarem medidas conjuntas, não só com o Ministério da Saúde, mas também com as forças da ordem pública.

Com informações da Agência IP 

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