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Emocionado, general Silva e Luna se despede da Itaipu Binacional

No discurso, ele agradeceu ao presidente Bolsonaro pela nomeação e desejou votos de “suerte” a seu sucessor, o colega de turma e amigo, general João Francisco Ferreira. (Foto: Reprodução/Youtube/Itaipu Binacional)

Em discurso de despedida do cargo de diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, o general Joaquim Silva e Luna, aplaudido de pé por várias vezes, fez um rápido balanço da gestão, nesta quarta-feira (7). Ele contou que a economia de recursos com as ações de austeridade adotadas foi “devolvida aos consumidores brasileiros” na forma de “legados inquestionáveis”, por orientação do presidente Jair Bolsonaro.

Como não houve consenso binacional para reduzir a tarifa de Itaipu, explicou, a empresa alinhou ações com os governos federal, estadual e municipais, para investir em obras de infraestrutura, saneamento e segurança pública.

O discurso de despedida foi durante a solenidade em que transmitiu o cargo ao ex-colega de turma no Exército e seu amigo, general João Francisco Ferreira, com a presença do presidente Jair Bolsonaro.

Silva e Luna explicou que a prioridade em sua gestão foi cortar custos e gastos para preparar a margem brasileira para 2023, quando a usina estará sem dívidas e poderá praticar tarifas sem esse ônus. Até lá, o agora ex-diretor-geral brasileiro entendeu que é preciso continuar com uma política de austeridade, para que a usina esteja “preparada para atuar, em diferentes cenários, dentro de um mercado de energia elétrica complexo, dinâmico e competitivo”.

O ex-diretor-geral brasileiro enumerou as principais ações desenvolvidas nesse sentido, em termos de gestão: centralização de toda a empresa em Foz do Iguaçu; fim dos convênios e patrocínios que não tinham aderência à missão de Itaipu; unificação das estruturas replicadas; encurtamento e informatização dos processos decisórios; redução dos custos operacionais; envolvimento de todos os níveis de direção com a governança.

“Fizemos um contrato da potência da Itaipu por longo prazo (2019-2022), coisa que nunca tinha sido feito antes, dando assim previsibilidade orçamentária à Empresa; prosseguimos com o processo de Atualização Tecnológica da Usina – nossa galinha dos ovos de ouro; e passamos a preparar Itaipu para 2023”, afirmou.

Austeridade – A política de austeridade deixou Itaipu com mais recursos, o que permitiria baixar a tarifa de comercialização no mercado brasileiro de eletricidade, mas, para isso, seria preciso um consenso binacional. Como isso não foi possível, Silva e Luna atendeu à orientação do presidente e estabeleceu o financiamento de uma série de obras fundamentais para o desenvolvimento regional, todas, antigos sonhos da comunidade de fronteira e do Oeste do Paraná.

Obras – Entre essas obras, estão a ampliação da pista de pouso e decolagem do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu, inaugurada nesta quarta-feira pelo presidente Bolsonaro, governador Ratinho Jr. e outras autoridades.

Estão ou vão entrar em obras a Ponte da Integração Brasil-Paraguai, a Perimetral Leste, o mercado municipal de Foz, os contornos de Guaíra e de Cascavel e a conclusão da Estrada da Boiadeira, no Noroeste do Estado, para citar algumas das mais importantes.

O general lembrou que Itaipu começou a entrar na “fase de entrega” das obras, mas que sai da empresa “sem ter conquistado essa cortejada satisfação do dever cumprido”, por ter sido convocado pelo presidente Bolsonaro “para uma nova, honrosa e desafiadora missão”, disse, referindo-se à presidência da Petrobras”.

“Mas saio agradecido, sereno e confiante, por entregar a Direção Geral Brasileira da Itaipu em mãos mais bem preparadas que as minhas, que certamente melhor conduzirão, em harmonia com a Direção Geral Paraguaia, os destinos da nossa Binacional”, disse emocionado. 

(Foto: Patricia Iunovich/Itaipu Binacional)

A cerimônia foi transmitida ao vivo pela Itaipu Binacional.

Confira o pronunciamento de Silva e Luna ao vivo, AQUI, a partir de 1:06:20. 

Com informações da Itaipu Binacional 

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