Paraná

Compagas seleciona 10 empresas para etapa decisiva da chamada pública de novos fornecedores

O objetivo é que, ao longo do segundo semestre, a Companhia Paranaense de Gás celebre novos contratos de suprimento, contemplando início de fornecimento de gás natural já a partir de 2022. (Foto: Compagas)

Companhia Paranaense de Gás (Compagas) selecionou 10 supridores para seguir na segunda e decisiva fase de negociação da Chamada Pública Coordenada (CP22). O objetivo é que, ao longo do segundo semestre, a Companhia celebre novos contratos de suprimento, contemplando início de fornecimento de gás natural já a partir de 2022.

Entre os potenciais supridores selecionados estão os produtores Shell e Petrobras, os comercializadores GasBridge, Trafigura, EBrasil, Compass, New Fortress e Nimofast, a Cocal, produtora de biometano, e a Tradener, produtora de gás em terra (onshore) no Paraná. As propostas recebidas pela Companhia entram no processo de negociação a partir deste mês de junho.

As propostas que avançam para o processo de negociação incluem diferentes modalidades de atendimento, vinculadas à produção nacional, importação via gasoduto e via gás natural liquefeito (GNL) e também ao biometano. Nas negociações serão consideradas, além do preço, as condições operacionais e comerciais e as garantias de fornecimento ofertadas pelos supridores.

Chamada Pública – A Chamada Pública é uma iniciativa das distribuidoras MSGás (Companhia de Gás do Estado de Mato Grosso do Sul), GasBrasiliano (Gas Brasiliano Distribuidora), Compagas, SCGÁS (Companhia de Gás de Santa Catarina) e SULGÁS (Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul).

O objetivo é oferecer mais competitividade aos mercados cativos atendidos. No total, o potencial de contratação a médio prazo supera a marca dos 6 milhões de metros cúbicos ao dia. Juntas, as cinco distribuidoras que integram a CP22 respondem por 15% do mercado de distribuição de gás no Brasil, atendendo mais de 170 mil consumidores.

Ao todo, 13 potenciais supridores participaram do processo e foram recebidas mais de 130 propostas de suprimento para análise. O resultado, superior ao primeiro processo realizado pelas concessionárias, demonstra a clara contribuição das distribuidoras em prol da abertura do mercado de gás no país, mediante a ampliação do número de potenciais agentes e fontes supridoras.

Mesmo com o bom número de propostas recebidas, as distribuidoras alertam que desafios vinculados à regulação do transporte ainda necessitam ser superados para a formação de um ambiente atrativo, viável e competitivo para todos os agentes e, consequentemente, com vantagens para os mercados consumidores.

Com informações da AEN 

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