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Trabalhos para a implosão no Porto de Paranaguá começam na sexta-feira (27)

Comunidade indígena reclama da falta de informações sobre a ação. (Foto: Reprodução/Portos do Paraná)

A empresa pública Portos do Paraná já retomou as atividades para a derrocagem da Pedra da Palangana, mas a data da explosão das rochas ainda não foi confirmada oficialmente.

O trabalho de perfuração das rochas e detonação está programado para começar na sexta-feira (27).

Mais informações – Correndo contra o tempo, a cacique da aldeia Tekoá Takuaty, Juliana Kerexu Mirim Mariano, encabeça um abaixo-assinado para pedir maiores informações sobre as consequências ao meio ambiente e às comunidades insulares da baía de Paranaguá. 

A aldeia de Juliana Kerexu fica na Ilha da Cotinga, uma das 30 ilhas habitadas por comunidades tradicionais. O texto do abaixo-assinado informa que “pescadores artesanais, comunidade indígena, ambientalistas, pesquisadores, artistas e comunidade de Paranaguá e Litoral do Paraná para frear a obra, chamada de derrocagem. 

O abaixo-assinado resume os questionamentos das comunidades, de estudiosos e até do Ministério Público Federal e Ministério Público Estadual, que moveram uma ação civil para suspender a obra. 

A ação civil pública pede o mesmo que a líder indígena: elaboração de estudo e relatório de impacto ambiental específico para a derrocagem e audiências públicas.

O Tribunal Regional Federal (TRF-4) deu razão à empresa  Portos do Paraná que tem licenciamento do Ibama para a dragagem dos acessos do porto, que inclui a derrocagem.

Visitas – Na sexta-feira (20), a empresa colocou no ar uma página “com informações completas sobre todo o processo, incluindo vídeo explicativo, perguntas e respostas, materiais gráficos, matérias e histórico”.

No acesso ao porto, na altura da Pedra da Palangana, embarcações e boias já estão posicionadas, porém não é para o início imediato da obra. A mobilização ocorre para a testagem dos equipamentos de proteção que serão utilizados.

Nesta sexta-feira, o consórcio responsável realiza o teste da cortina de bolhas, medida de mitigação que será utilizada durante as obras. Todo o processo deve durar cerca de oito meses. 

Segundo a Portos do Paraná, novas visitas serão feitas às comunidades pesqueiras para esclarecer possíveis dúvidas restantes, iniciando nesta sexta-feira (20), na Vila Guarani e Ilha dos Valadares.

De acordo com a empresa, as rochas limitam a profundidade na entrada da baía. A profundidade atual, no trecho mais crítico, é inferior a 12 metros. A execução desta obra permitirá o aprofundamento do canal de acesso principal, na região do maciço rochoso das Palanganas, compatibilizando com as profundidades obtidas na dragagem de aprofundamento – em torno de 14 metros.

A remoção, além de minimizar os riscos de acidentes que podem impactar diretamente no Meio Ambiente e trazer mais segurança na navegação local, dará condição para receber navios maiores, mais capacidade operacional, o que impacta diretamente na movimentação e na economia como um todo.

Com informações do Correio do Litoral e da Portos do Paraná 

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