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BBB canino: projeto da prefeitura de Novo Hamburgo recria divulgação do reality para incentivar adoções

Cãezinhos são apresentados em cards com nome, idade e características. Desde o início do projeto, quatro animais foram apresentados e todos já foram adotados. (Fotos: Prefeitura de Novo Hamburgo/Divulgação)

Um projeto da Prefeitura de Novo Hamburgo, na Região Metropolitana de Porto Alegre está usando o modelo de divulgação do Big Brother Brasil para incentivar a adoção de animais. Os cães são apresentados nas redes sociais com nome, idade e uma característica do comportamento. 

O Big Dog Brasil (BDB) surgiu através de uma necessidade de manter as adoções de animais depois que as feiras de adoção foram suspensas em razão do avanço da pandemia de Covid-19.

“Essas feirinhas são extremamente importantes porque acabam girando nossos cães do canil. Hoje a gente tem em torno de 150 cães no canil, que é nossa capacidade máxima, e vem sempre chegando novos filhotes. Então chegou naquele ponto, não tem mais feirinha, o que nós vamos fazer. Então as nossas colaboradores da comunicação, a Jade e a Dani vieram com a ideia de fazer algo no estilo do Big Brother Brasil”, conta o secretário de meio ambiente, Ráfaga Fontoura.

Com a ideia em mente, era hora de preparar os “participantes” do Big Dog Brasil.

Desde a última sexta-feira (14), quando o projeto começou a ser divulgado nas redes sociais, quatro “participantes” foram apresentados. Todos eles já foram adotados.

“Quatro participantes que estavam confinados e já foram para casa. E nesse Big Dog Brasil quem sai da casa é quem ganha na verdade né”, brinca Fontoura.

A ideia da prefeitura é manter o Big Dog Brasil durante o tempo em que os eventos na cidade ficarem suspensos. E não será apenas a divulgação dos participantes que vai ser inspirada no BBB.

“A nossa ideia é manter esse projeto, até porque não tem uma previsão ainda de reabertura dos eventos, então a gente vai manter a ideia do Big Dog Brasil, e também fazendo, enquanto se mantém o BBB, brincadeiras junto ali, vai ter prova do líder, big fone, vai ter de tudo dentro do BDB”, adianta o secretário.

Aumento de interessados – O secretário destaca que as adoções no município sempre foram muito boas, mas que o projeto trouxe uma amplitude maior para a causa.

Segundo Fontoura, hoje cada cãozinho recebe de quatro a seis interessados. “A gente tem que ver quem pediu primeiro”, conta.

Processo de adoção – Os interessados nos animais, que estão disponíveis no Instagram da Secretaria de Meio Ambiente da cidade, entram em contato pelas redes sociais ou pelos telefones da secretaria, prefeitura ou do próprio canil.

É necessário preencher alguns requisitos: ser maior de 18 anos, apresentar comprovante de residência, assinar um termo de cuidado e concordar com uma visita surpresa por parte da secretaria.

A visita é feita porque, principalmente durante a pandemia, muitas pessoas adotaram animais e depois acabaram abandonando, segundo o secretário.

“O que a gente viu na pandemia, mais em 2020, foram muitas adoções de impulso. ‘Tô em casa na quarentena, vou adotar um cãozinho’. Adotou, maravilhoso, dai começou o isolamento a arrefecer e o cãozinho não importava muito mais, então ele foi pra rua”, conta.

Fontoura destaca que o cenário de abandono em 2021 foi complicado.

“A gente se deparou com uma situação muito complicada, de muitos animais em situação de abandono, maus-tratos. A gente sempre tem esse discurso com quem adota né: cão não é brinquedo, pet não é brinquedo. Não é uma coisa que a gente brinca enquanto está bom, e quando fica ruim descarta”.

Todos os cães são entregues com as vacinas e desverminados. A castração é feita de forma gratuita a partir dos 6 meses.

Com informações do G1-RS

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