Foz do Iguaçu

Hospital Municipal realiza primeira captação de órgãos de 2022

Procedimento foi feito no sábado (29) após autorização da família do paciente, vítima de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) hemorrágico. (Foto: HMCC/Divulgação)

O Hospital Municipal Padre Germano Lauck, em Foz do Iguaçu, realizou na manhã de sábado (29) a primeira captação de órgãos do ano, por meio da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT) da instituição, em parceria com a equipe do Hospital do Câncer de Cascavel- Uopeccan.

O doador, vítima de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) hemorrágico, teve a morte encefálica confirmada por meio de exames feitos seguindo todo o cumprimento de uma série de protocolos bastante criteriosos.

A equipe da comissão do hospital municipal, após entrevista com a família, obteve a autorização para que fosse feita a captação.

“A solidariedade das famílias que consentem em optar pela captação nos causa muita emoção, pois têm a consciência de que, apesar da perda, estarão transformando e dando esperanças à vida de outras pessoas”, disse a secretária da Comissão, enfermeira Daiane Sosa.

ProtocoloApós a autorização da família da vítima, é iniciado o protocolo junto à Central Estadual de Transplantes (CET/PR), que faz a busca do receptor compatível no estado, ou no país, caso não haja ninguém na fila no Paraná.

No sábado, foram captados do paciente o rim direito, coração – para válvulas, e fígado.

De acordo com o diretor-presidente da instituição, o médico Amon Mendes Franco de Sousa, “todo esse processo conta com a atuação qualificada da equipe multidisciplinar do hospital, porém nada seria possível sem o ‘sim’ da família, dando alento a tantas outras pessoas que dependem do transplante para viver”.

Captações em 2021 – O Hospital Municipal Padre Germano Lauck realizou, em 2021, 12 captações de múltiplos órgãos, que beneficiaram dessa maneira a qualidade de vida de pessoas que estão na fila à espera de um transplante. Em 2020, foram realizadas 20 captações.

Fila de espera – Segundo dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), em setembro de 2021 a fila de transplante no Brasil era de mais de 50 mil pessoas em busca de um órgão ou tecido.

O Ministério da Saúde aponta que as cirurgias de córnea e rins reúnem o maior numero de pacientes na espera.

Ainda de acordo com a ABTO, o número de doadores efetivos sofreu uma queda de 13% nos seis primeiros meses de 2021 em relação ao mesmo período do ano de 2020, durante a pandemia da Covid-19. A associação aponta como principal motivo do declínio o aumento de 44% na taxa de contraindicação, pelo risco de transmissão do coronavírus.

No Paraná – O Paraná, segundo dados do Sistema Estadual de Transplantes do Paraná, possui, 1.933 pacientes cadastrados em lista de espera para um transplante dos seguintes órgãos: rim, fígado, coração, pulmão, pâncreas, pâncreas/rim e córnea. A maioria aguarda pela doação de um rim: 1.230 paranaenses. A segunda maior demanda é a de córnea, com 520 pacientes na lista de espera.

Para ser um doador – No Brasil, para ser doador, não é preciso deixar nada por escrito, e sim comunicar à família, pois somente os parentes podem autorizar a doação.

Há dois tipos de doador. O primeiro é o doador vivo. Pode ser qualquer pessoa que concorde com a doação, desde que não prejudique a sua própria saúde. O doador vivo pode doar um dos rins, parte do fígado, parte da medula óssea ou parte do pulmão. Pela lei, parentes até o quarto grau e cônjuges podem ser doadores. Não parentes, só com autorização judicial. Pessoas menores de 21 anos precisam de autorização dos responsáveis.

O segundo tipo é o doador falecido. São pacientes com morte encefálica, geralmente vítimas de catástrofes cerebrais, como traumatismo craniano ou AVC (derrame cerebral).

Órgãos doados – Os órgãos doados são destinados a pacientes que necessitam de transplantes e estão aguardando em uma lista única de espera que é fiscalizada pelo Sistema Nacional de Transplantes do Ministério da Saúde e Centrais Estaduais de Transplantes.

A seleção de um paciente que aguarda por um transplante, ocorre com base na gravidade de sua doença, tempo de espera em lista, tipo sanguíneo, compatibilidade anatômica com o órgão doado e outras informações médicas.

Com informações do HMPGL

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