Paraguai

Dez cágados-de-barbicha nascem em Centro de Pesquisas da Itaipu, no Paraguai

Os pesquisadores informaram que uma vez que os filhotes tenham um tamanho razoável, serão soltos no habitat natural. (Foto: Itaipu Binacional/Reprodução)

Dez cágados-de-barbicha, também chamados de tartarugas de lagoa (Phrynops geoffroanus), espécie em extinção no Paraguai, nasceram nas instalações do Centro de Pesquisas de Animais Silvestres (Ciasi), da Divisão de Áreas Protegidas do Centro Ambiental de Itaipu, margem Paraguaia.

De acordo com os profissionais do Ciasi, os exemplares são aquáticos de hábitos diurnos e costumam se aquecer em troncos inclinados que se projetam sobre a água em grupos de até 20 indivíduos.

Cada filhote passa a maior parte do tempo submerso na água, perto da superfície, e dificilmente vagueia em terra firme. É carnívoro, consumindo principalmente peixes, insetos, artrópodes e moluscos; e também é frugívoros facultativos durante a estação chuvosa.

Essas espécies eclodem de ovos que são depositados pela fêmea em solo macio, geralmente próximo a córregos e rios. Após quatro ou cinco meses ocorre a eclosão, quando os filhotes estão prontos para ir direto para a água e se alimentar.

Eles nascem com um tamanho que varia de 40 a 45 milímetros, mas quando adultos podem atingir 39 centímetros e pesar 2,5 quilos.

Vale ressaltar que o Phrynops geoffroanus não é uma espécie agressiva, pois não tenta morder ao ser manuseado; no entanto, libera um produto de cheiro forte quando capturado. Nas populações urbanas, a pele e a concha geralmente são infectadas por sanguessugas e outros parasitas, informou Itaipu.

Eles vivem em águas correntes, preferindo riachos rasos com rochas e não recorrem a águas paradas, como lagos, lagoas, quebra-mares e grandes rios com pouca corrente. Por isso, a degradação do habitat, em especial a alteração de córregos por reservatórios, a diminuição do fluxo de água devido ao uso para sistemas de irrigação, bem como o desmatamento, são as grandes ameaças à sobrevivência da espécie.

Os pesquisadores informaram que uma vez que os filhotes tenham um tamanho razoável, serão soltos no habitat natural. Eles também esclareceram que manter essas tartarugas aquáticas como animais de estimação é ilegal no país.

Com informações da Agência IP

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