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Rússia dispara mísseis contra cidades da Ucrânia

Putin justificou ação militar para proteger separatistas no leste e ameaçou quem tentar interferir. ONU pediu que ele recue e Biden disse que guerra será catastrófica. (Foto: G1/Reprodução)

A Rússia, com autorização de seu presidente, Vladimir Putin, iniciou, na madrugada desta quinta-feira (24) uma ampla operação militar para invadir a Ucrânia. Há imagens de explosões e movimentações de tanques em diferentes cidades ucranianas. Putin disse às forças ucranianas que deponham as armas e voltem para casa.

“Quem tentar interferir, ou ainda mais, criar ameaças para o nosso país e nosso povo, deve saber que a resposta da Rússia será imediata e levará a consequências como nunca antes experimentado na história”, ameaçou.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou hoje (24) em um discurso à nação o rompimento das relações diplomáticas com Moscou, no primeiro dia da invasão de seu país pelas Forças Armadas russas.

“Rompemos os laços diplomáticos com a Rússia”, declarou.

Zelensky também adotou lei marcial em todo o território ucraniano, pedindo para que os cidadãos continuem calmos. A adoção da lei marcial consiste em uma medida que altera as regras de funcionamento de um país, deixando de lado as leis civis e colocando em vigor leis militares.

“Estamos introduzindo a lei marcial em todo o território do nosso país. Há um minuto, tive uma conversa com o presidente Biden. Os EUA já começaram a unir o apoio internacional. Hoje cada um de vocês deve manter a calma. Fique em casa se puder. Nós estamos trabalhando. O exército está trabalhando. Todo o setor de defesa e segurança está funcionando. Sem pânico. Nós somos fortes. Estamos prontos para tudo. Vamos vencer todos porque somos a Ucrânia”, diz o comunicado do presidente ucraniano.

O presidente russo, Vladimir Putin, reconheceu na segunda-feira (21) a independência da República Popular de Donetsk e da República Popular de Lugansk, ambas no leste da Ucrânia. O leste do país está em guerra desde 2014, quando, após a derrubada de um presidente pró-Moscou do poder em Kiev, ocorreu a anexação da península ucraniana da Crimeia pelos russos e, em seguida, o início dos conflitos entre separatistas pró-Russia e as forças militares da Ucrânia.

Horas após o reconhecimento de independência, Putin deu ordens para soldados russos adentrarem o território das duas repúblicas reconhecidas por Moscou, com a justificativa de estar apoiando Estados aliados com uma “missão de manutenção de paz”.

Durante a noite de ontem (no horário de Brasília), várias cidades ucranianas foram bombardeadas, entre elas a capital Kiev. A população da Ucrânia começou a se dirigir a estações de metrô que funcionam como bunkers contra bombas. Os principais corredores para deixar as cidades do país também ficaram lotadas e há postos de gasolina que não possuem mais combustível para vender.

Com informações do UOL, da AFP e do G1.

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