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Paraguai proibe uso da toxina botulínica Israderm

María Antonieta Gamarra, diretora nacional da Dinavisa, informou que a venda deste produto é realizadas por meio de redes sociais ou por telefone. (Fotos: MSPBS/Divulgação)

A Direção Nacional de Vigilância Sanitária e as Sociedades Científicas de Dermatologia e de Cirurgia Plástica do Paraguai emitiram um alerta de saúde aos profissionais médicos e à população em geral sobre o uso irregular da toxina botulínica Israderm.

O produto não possui o registro Dinavisa, portanto a comercialização no Paraguai é irregular, tendo em vista que a composição, a origem e as condições de produção são desconhecidas, podendo apresentar risco à saúde das pessoas.

Em entrevista coletiva, María Antonieta Gamarra, diretora nacional da Dinavisa, informou que a promoção e a venda deste produto são realizadas por meio de redes sociais ou por telefone, o que dificulta o controle institucional, a partir do momento em que não é registrado.

Produtos falsificados sendo contrabandeados – María Antonieta Gamarra assegurou que muitos desses produtos irregulares são falsificados e contrabandeados para o país, em pequenas quantidades, pois se fossem em grande escala seriam controlados pela Dinavisa na Alfândega.

“São pessoas que trazem esse produto como contrabando. É absolutamente mercado negro. Estão sendo comercializados de forma irregular, pois não são cadastrados, e são promovidos e comercializados nas redes sociais, ou por telefone. A situação é incontrolável”, reafirmou.

De acordo com as autoridades paraguaias muitas das pessoas que usam esses produtos procuram as clínicas com reações alérgicas e até infecções faciais.

Cooperação – Tanto Fátima Agüero quanto o presidente da Sociedade Paraguaia de Cirurgia Plástica, Bruno Balmelli, destacaram a disposição da Dinavisa em “lidar com um problema muito grande, que é a entrada de insumos médicos contrabandeados e falsificados, usados ​​para estética”.

Eles asseguraram que as Sociedades Científicas trabalharão em conjunto com a Vigilância Sanitária e pediram aos associados que não utilizem produtos que não sejam verificados pela instituição.

“Já vimos problemas relacionados a grandes infecções no rosto e reações alérgicas. Temos uma tarefa conjunta, continuaremos trabalhando para que a mulher paraguaia e o homem que quer ficar bem e melhor, tenham a segurança de contar com profissionais capacitados. Dizemos que quando esses tratamentos forem feitos, eles devem ser feitos com médicos, dermatologistas ou cirurgiões plásticos”, disse Dr. Balmelli.

Na coletiva, as autoridades citaram uma matéria jornalística veiculada pela Rede Globo e o alerta da autoridade reguladora brasileira, a Anvisa, sobre a circulação e a comercialização irregular em território paraguaio do produto Israderm, supostamente contendo toxina botulínica.

Em 25 de fevereiro já foi emitido um alerta sanitário para a população paraguaia, e a lista dos produtos registrados para uso no tratamento de rejuvenescimento que possuem o registro sanitário concedido pela Dinavisa, como Lantonx A 50 U, Lantonx A 100 U , Meditoxin 50 U , Meditoxin 100 U, Xeomin e Botulax.

Com informações da Agência IP

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