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Indicadores mostram tendência de queda em infecção pela variante Ômicron

Painel com dados sobre a Covid elaborado por grupo de trabalho da UNILA foi alterado para acompanhar cenários da pandemia. (Foto: Ricardo Wolffenbuttel/Governo de SC/Arquivo)

A mudança no cenário da pandemia – com a melhora dos indicadores – também alterou o Painel Covid-19 produzido pelo Grupo de Trabalho Projeções (GT 6) que agora traz dados semanais – e não diários. Os dados semanais auxiliam a tomada de decisões por parte gestão da Universidade e são uma fonte de informação para a comunidade.

O objetivo do novo painel é divulgar os principais indicadores epidemiológicos registrados no intervalo de uma semana com atualizações às sextas-feiras. Os dados acompanhados são: número médio de casos; taxa de ocupação de leitos de UTI; porcentagem de exames positivos; número de óbitos; e taxa de transmissão do vírus para o estado do Paraná. As informações utilizadas no painel são as disponibilizadas pela Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu e governo do Estado.

Para Elaine Della Giustina Soares, integrante do GT 6 e coordenadora do trabalho de coleta de dados, o principal diferencial do novo painel em relação ao anterior é o sumário analítico.

“No sumário, a gente analisa a tendência que os gráficos mostram”, diz. “No fim de janeiro, início de fevereiro a média era de 500 casos por dia, mas já havia uma tendência de queda. Esse gráfico, por exemplo, mostra que o cenário está melhorando.”

A maior média de casos diários foi 1.009, registrada na semana finalizada em 21 de janeiro. Um mês depois, a média diária era de 216,57.  

Outro gráfico disponível mostra a porcentagem de exames que tiveram resultado positivo e traz uma linha para sinalizar o limite de controle – no caso 5%, que é o índice adotado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Índices de exames positivos abaixo de 5% significam que a pandemia está controlada, com poucas pessoas infectadas. Foz do Iguaçu estava nessa situação em novembro e dezembro do ano passado. Às vésperas do Natal, o índice era de 2,18. 

Esse cenário teve uma mudança drástica a partir da primeira semana de janeiro, com as infecções provocadas pela variante Ômicron e resultantes dos encontros e festas de final de ano. Em 21 de janeiro, o índice de exames positivos chegou a 52% (o mesmo de março de 2021) e, a partir daí, vem caindo a cada semana. Em 25 de fevereiro, estava em 32,98%.

InternaçõesA ocupação de leitos de UTI também está disponível na página. O gráfico traz uma linha para a identificação do limite de alerta, que é de 60% (índice proposto pela Fiocruz). Uma ocupação de até 60% é considerada segura. Quando o índice atinge 90% é o momento de adoção de medidas de controle por parte das autoridades para não haver falta de leitos de UTI para os doentes graves, como chegou a ser registrado em vários estados brasileiros em março de 2021, lembra Elaine.

No caso de Foz do Iguaçu, em 21 de janeiro o índice de ocupação de leitos de UTI estava em 70% e em 18 de fevereiro, em 41%. Elaine ressalva, no entanto, que o município tem a possibilidade de habilitar novos leitos conforme a necessidade. Durante a pandemia, Foz chegou a ter 125 leitos de UTI para o tratamento de pacientes com Covid-19, mas esse número começou a ser reduzido a partir do segundo semestre do ano passado, acompanhando o declínio do número de doentes graves. Atualmente, estão habilitados 40 leitos.

“O cenário está bem tranquilo e esses limites que colocamos nos gráficos ajudam na interpretação”, diz, mas chama a atenção para os cuidados sanitários: “Não é porque os números diminuíram muito que a gente pode se descuidar.” Medidas como o uso de máscaras e a higienização das mãos continuam importantes.

Transmissão – Os gráficos também ajudam a confirmar o que já vem sendo repetido por cientistas e médicos há algum tempo: a variante Ômicron é mais transmissível, mas a gravidade dos casos está menor, principalmente entre os que se vacinaram. A taxa de transmissão está em 0,97 (ou seja, cada 100 pessoas transmitem para 96), mas nesse ano, alerta Elaine, chegou a 2,5 (cada 100 pessoas transmitiram para 250).

A gravidade pode ser observada pelo número de óbitos. Elaine lembra que em julho de 2021, quando eram, em média, 67 casos diários de Covid houve 18 óbitos numa semana. Agora, com média diária de 1.009 casos, houve 14 óbitos em uma semana.

“Uma coisa que a gente achou que nunca iria acontecer, aconteceu. Começamos o ano com letalidade de 2,55 (herdada de março). E hoje estamos em 1,73. É muito difícil diminuir a letalidade porque é o total de óbitos pelo total de casos.”

Os dados do primeiro Painel Covid-19 Foz do Iguaçu ainda podem ser consultados no site da UNILA. Na página, é possível verificar o registro histórico da média móvel, o histograma e uma linha do tempo com as principais ações de enfrentamento.

Com informações da UNILA

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